Tricolor mantém metas e tenta conter frustração após derrota no clássico

Fonte LANCE!Net
5 de Junho de 2018
O técnico do São Paulo, Diego Aguirre, não vê muito motivo para mudar a sua programação (Rubens Chiri / saopaulofc.net)
O São Paulo vive uma situação diferente no Campeonato Brasileiro. Pela primeira vez, o Tricolor entra em campo após uma derrota. No entanto, o revés por 3 a 1 no clássico com o Palmeiras, no último sábado (2), não mudou os planos do clube paulista. Do jogo desta terça-feira, às 21h30, no Morumbi, contra o Internacional, até a pausa para a Copa do Mundo, o time do técnico Diego Aguirre pretende conquistar ao menos mais seis pontos para se manter entre os primeiros colocados do nacional.

Antes do início da principal competição do planeta, o São Paulo entra em campo três vezes (contra Inter, Atlético-PR e Vitória). Para alcançar os seus objetivos nestes confrontos, o Tricolor não quer mexer na base da equipe. Ao contrário do que acontece em geral quando uma equipe perde um clássico, o clube do Morumbi não vê necessidade para alterações drásticas no trabalho. A ideia é deixar a frustração para trás.
Não que o clube esperasse perder para o Palmeiras no Allianz Parque, mas comissão técnica, jogadores e diretoria não viram motivos para alarde por causa do revés. Por isso, as mudanças que o time deve sofrer devem se restringir aos jogadores suspensos (Bruno Alves e Nenê) e aos lesionados (como Hudson) - Valdívia não joga contra o Internacional por questão contratual.
Em outras oportunidades, porém, a situação foi bem diferente. Quando Dorival Júnior era o treinador do São Paulo, por exemplo, e o time misto perdeu para o São Bento no início do Campeonato Paulista deste ano, toda a programação deve de ser alterada. Na época, os titulares foram utilizados antes do esperado pela comissão técnica, que gostaria de ampliar o período de pré-temporada e de adaptação dos reforços.
Já na eliminação da Copa do Brasil, no empate por 2 a 2 com o Atlético-PR, em pleno Morumbi, no dia 19 de abril, com Aguirre no comando, as cobranças da torcida foram menores. Ainda assim, jogadores como Jucilei classificaram a queda de rendimento da equipe como inadmissível e o próprio treinador falou em "assumir em fracasso" e não quis destacar evolução no desempenho. Na época, ele ainda achava que o time precisava de ajustes. Na sequência, Diego Souza se fixou no ataque e o São Paulo completou a sequência de 11 partidas sem saber o que é perder (sendo oito no Brasileiro). Agora, ao menos pelo discurso adotado, a situação é outra.
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