Choque-Rei desafia a consistência de Nenê contra o improviso de Keno

Fonte Gazeta Esportiva
2 de Junho de 2018
por Paulo Pinto / saopaulofc.net
Palmeiras e São Paulo no Allianz Parque é a grande atração da nona rodada do Campeonato Brasileiro nesse sábado, a partir das 21 horas (de Brasília). Embalado por sua invencibilidade e possibilidade de chegar à liderança depois de três anos, o Tricolor tenta acabar com um tabu na casa do rival, local onde nunca sequer arrancou um empate desde a transformação do Palestra Itália em Allianz Parque. Apesar do retrospecto positivo no Choque-Rei como mandante, o Palmeiras não vence há três partidas e a pressão em cima de jogadores e, principalmente, do técnico Roger Machado é grande.

O embate promete. Não bastasse toda a rivalidade e tradição do Choque-Rei, o que não falta é personagem nos dois elencos. Independente de críticas ou elogios, Palmeiras e São Paulo têm à disposição Felipe Melo, Dudu, Keno, Willian, Lucas Lima, Diego Souza, Everton, Nenê, Jucilei… e por aí vai.
E apesar da imprevisibilidade de quem conseguirá se destacar nesse sábado, para o bem ou para o mal, é inegável a esperança que palmeirenses e são-paulinos depositarão em Keno e Nenê, respectivamente.
O veloz e habilidoso camisa 11 do Palmeiras é quem abre os espaços no time de Roger Machado. Keno tem sido tão fundamental para o esquema do treinador, que na última rodada ficou em campo por 90 minutos mesmo com o diagnóstico de virose.

São oito gols e duas assistências em 29 jogos nessa temporada. No Paulistão, Keno foi titular apenas em cinco partidas. Em compensação, retomou seu espaço depois do vice no Estadual. Prova disso é a titularidade em todos os compromissos até aqui no Brasileirão, na Libertadores e na Copa do Brasil.
Pelo lado dos visitantes, como não falar de Nenê? Meia armador oito anos mais velho que o ponta Keno (36 e 28), o camisa 7 do São Paulo é o único que tem resistido ao rodízio de Diego Aguirre. O técnico uruguaio roda o elenco todo, mas não abdica do futebol de Nenê, que por isso vem numa tocada de 16 partidas consecutivas.
Ao todo, são 28 jogos com a camisa do São Paulo, oito gols, três assistências e, mais do que isso, uma importância imensurável para o time nesse momento de retomada de confiança e de resgate dos bons resultados.
Depois de topar jogar mais aberto por causa da dobradinha com Cueva, o veterano passou a brilhar de verdade pelo Tricolor do Morumbi assim que assumiu seu lugar no meio de campo, centralizado e com liberdade para chegar à frente sem a obrigação de acompanhar os laterais adversários, como Dorival Júnior por vezes pediu ao jogador.
Nesse sábado, Nenê, cada vez mais entrosado com Diego Souza e Everton, é a grande arma do São Paulo para superar o Palmeiras de Keno, que promete dar trabalho para os visitantes ao lado de Dudu e Willian. A certeza é que o Choque-Rei tem tudo para ser um grande clássico. Agora é aguardar para ver quem vai, de fato, corresponder com as expectativas criadas de véspera.
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