O rebaixamento de Marquinhos Cipriano para Cotia não foi o único castigo do São Paulo depois de o atacante se recusar a renovar o contrato, que termina em 15 de setembro. Cipriano também está impedido de participar dos jogos do time sub-23, do qual ele faz parte desde fevereiro, quando deixou o CT de Cotia.
"Não sei por qual motivo, mas a diretoria decidiu que eu não posso jogar", explica Cipriano, que ocupa seu tempo com treinos em dois períodos: no campo pela manhã e na academia pela tarde.
O sub-23 do São Paulo participará em breve do Campeonato Brasileiro de aspirantes. Nas últimas semanas, foram realizados uma série de amistosos e Cipriano não teve autorização sequer para jogá-los. Tudo porque o atacante, de 19 anos, assinou um pré-contrato com o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia.
Ele deixará o Morumbi de graça no fim de seu vínculo. A não renovação, de acordo com Cipriano, tem a ver com a oferta ruim feita pelo Tricolor. E isso não tem a ver com a questão financeira. "Nem falaram em salário ou tempo de contrato. Queriam fazer minha cabeça para renovar, e depois discutiriam isso. Só que não me apresentaram nenhum plano de carreira", lamenta.
De qualquer maneira, Cipriano demonstra gratidão pelo clube que o abriga desde 2015. "Não queria sair desta maneira. E o São Paulo está pagando os salários em dia, e me oferecendo toda a estrutura do CT de Cotia", explica o jovem, uma das maiores promessas do país na categoria sub-20.