"Eu não posso falar de coisas boas, porque queria ter passado. Falaria das coisas boas se tivéssemos passado. Temos que assumir que foi um fracasso. E temos que nos preparar para o que vem pela frente. Somos um time grande e temos responsabilidades, no Campeonato Brasileiro e na Copa Sul-Americana. São objetivos importantes. Não gosto de perder e não quero falar de coisas positivas", avisou o treinador.
Aguirre apenas destacou o trabalho prévio dos atletas para esta partida. O técnico viu o elenco se dedicar ao longo da semana no CT da Barra Funda e mostrar concentração para abrir 2 a 0. O pênalti cometido por Liziero ainda no primeiro tempo, entretanto, fez a equipe se desestabilizar emocionalmente.
"No primeiro tempo, controlamos bem, fizemos dois gols, perdemos outros mais e o pênalti trouxe um fator psicológico. Sentimos um pouco. Muita coisa gera isso. Tentamos manter uma regularidade, mas não foi possível. É uma eliminação que dói muito. Eles trabalharam bastante para este jogo, saímos ganhando, então fica mais difícil ainda suportar", lamentou o uruguaio.
O comandante são-paulino também se recusou a analisar individualmente qualquer jogador, por considerar "injusto em uma derrota". A ordem agora é pensar no Brasileirão. Às 16h de domingo, o time visita o Ceará no Castelão pela segunda rodada para tentar manter 100% de aproveitamento. Everton, recém-contratado do Flamengo, pode ser usado. Petros, que mais uma vez esteve mal, pode sair do time. Há a possibilidade ainda de mudança no ataque, diante do mau desempenho de Tréllez.
"Temos que buscar as soluções com os jogadores que temos. A única coisa que posso falar é que gostaria de ter feito mais gols hoje (quinta). Mas temos que estar juntos neste momento, olhando para frente e responsabilizando todos pela derrota. Temos que manter a calma, trabalhar e ver o rendimento de cada um no dia a dia e quando tem a oportunidade de jogar. São algumas opções possíveis para mudar. Ele (Everton) certamente estará conosco", avisou.