Especialista, Muricy aprova esquema com três zagueiros no São Paulo
Fonte Gazeta Esportiva
8 de Abril de 2018
Campeão brasileiro em 2007, Muricy Ramalho montou esquema que ficou conhecido pela defesa sólida e ataque eficiente (Foto: Gazeta Press)
Com menos de um mês no comando do São Paulo, o técnico Diego Aguirre ainda estuda o esquema tático mais adequado para a equipe. Em fase de testes, o 3-4-3 apareceu pela primeira vez durante a partida contra o Atlético-PR, na última quarta-feira, na Arena da Baixada, pela Copa do Brasil.
A formação foi utilizada em boa parte do segundo tempo, quando o treinador uruguaio tirou Marcos Guilherme para a entrada de Régis, posicionando Éder Militão na zaga, junto com Arboleda (centralizado) e Rodrigo Caio (na esquerda). Assim, Régis, pelo lado direito, e Reinaldo, pelo esquerdo, foram liberados para atacar.
E, em uma das descidas de Reinaldo, o Tricolor chegou ao gol com assistência do lateral para o centroavante Tréllez, que aproveitou cruzamento e descontou na derrota por 2 a 1. Após a partida, Aguirre se mostrou favorável ao esquema, mas pediu tempo para implementá-lo de vez.
Especialista no assunto, Muricy Ramalho aprova a estratégia de Aguirre, mas faz uma ressalva. “Pode funcionar, mas primeiro você precisa ter as características dos jogadores para usar esse esquema de jogo. Não adianta querer fazer um time com três zagueiros se você não tem dois zagueiros de lado que saiam para o jogo”, avaliou o ex-técnico, em entrevista telefônica à Gazeta Esportiva.
Em 2007, ano do segundo título do tricampeonato brasileiro do São Paulo, Muricy montou uma formação também no 3-4-3, com a qual sofreu apenas 19 gols em 38 partidas. Com a propriedade de quem conhece o sistema tático profundamente, ele relembra.
“No meu tempo, meus laterais eram meias, que eram o Souza e o Jorge Wagner. Precisa ter os jogadores para fazer esse tipo de esquema”, reiterou Muricy, para quem o sistema é exequível no São Paulo de Aguirre.
“Põe o Militão na posição original dele, que é zagueiro. Aí põe um ala. O Régis é um jogador dessa posição, que ataca muito. Aí funciona. E do outro lado, com o Reinaldo, dá para fazer isso também. É um esquema que pode ser utilizado, sim, desde que bem treinado, com mais tempo”, concluiu.
Diego Aguirre terá realizado cinco treinos até o duelo com o Rosario Central, nesta quinta-feira, na Argentina, pela primeira fase da Copa Sul-Americana. Há ainda a possibilidade de o uruguaio aprimorar variações. O Tricolor, por exemplo, pode trocar de esquema, de acordo com as circunstâncias das partidas.
Com menos de um mês no comando do São Paulo, o técnico Diego Aguirre ainda estuda o esquema tático mais adequado para a equipe. Em fase de testes, o 3-4-3 apareceu pela primeira vez durante a partida contra o Atlético-PR, na última quarta-feira, na Arena da Baixada, pela Copa do Brasil.
A formação foi utilizada em boa parte do segundo tempo, quando o treinador uruguaio tirou Marcos Guilherme para a entrada de Régis, posicionando Éder Militão na zaga, junto com Arboleda (centralizado) e Rodrigo Caio (na esquerda). Assim, Régis, pelo lado direito, e Reinaldo, pelo esquerdo, foram liberados para atacar.
E, em uma das descidas de Reinaldo, o Tricolor chegou ao gol com assistência do lateral para o centroavante Tréllez, que aproveitou cruzamento e descontou na derrota por 2 a 1. Após a partida, Aguirre se mostrou favorável ao esquema, mas pediu tempo para implementá-lo de vez.
Especialista no assunto, Muricy Ramalho aprova a estratégia de Aguirre, mas faz uma ressalva. “Pode funcionar, mas primeiro você precisa ter as características dos jogadores para usar esse esquema de jogo. Não adianta querer fazer um time com três zagueiros se você não tem dois zagueiros de lado que saiam para o jogo”, avaliou o ex-técnico, em entrevista telefônica à Gazeta Esportiva.
Em 2007, ano do segundo título do tricampeonato brasileiro do São Paulo, Muricy montou uma formação também no 3-4-3, com a qual sofreu apenas 19 gols em 38 partidas. Com a propriedade de quem conhece o sistema tático profundamente, ele relembra.
“No meu tempo, meus laterais eram meias, que eram o Souza e o Jorge Wagner. Precisa ter os jogadores para fazer esse tipo de esquema”, reiterou Muricy, para quem o sistema é exequível no São Paulo de Aguirre.
“Põe o Militão na posição original dele, que é zagueiro. Aí põe um ala. O Régis é um jogador dessa posição, que ataca muito. Aí funciona. E do outro lado, com o Reinaldo, dá para fazer isso também. É um esquema que pode ser utilizado, sim, desde que bem treinado, com mais tempo”, concluiu.
Diego Aguirre terá realizado cinco treinos até o duelo com o Rosario Central, nesta quinta-feira, na Argentina, pela primeira fase da Copa Sul-Americana. Há ainda a possibilidade de o uruguaio aprimorar variações. O Tricolor, por exemplo, pode trocar de esquema, de acordo com as circunstâncias das partidas.
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