Os donos da casa também poderiam e deveriam ter dificuldades. Fernando Diniz, dentro de uma estratégia do Furacão, havia disputado apenas quatro jogos com seus titulares
Até que o São Paulo finalizou antes e mais. Foram seis finalizações contra apenas duas do Atlético na primeira etapa. Entretanto, as finalizações do São Paulo não foram no gol e Pablo marcou para os donos da casa.
As trocas de posicionamentos do time paranaense acabaram fazendo o São Paulo correr atrás dos adversários. Aguirre fez a opção pela manutenção de uma ideia de jogo. Petros, Liziero e Jucilei no meio; Rodrigo Caio foi a novidade ao lado de Arboleda; Militão e Reinaldo nas laterais; Nenê e Marcos Guilherme pelos lados e Tréllez mais adiantado.
Raphael Veiga e Nikão, no primeiro tempo, atuaram mais pela direita. Lucho Gonzalez de intermediária e intermediária; Guilherme preferencialmente pela esquerda e Pablo mais adiantado.
Jonathan saiu no intervalo e Camacho entrou. Pavez, que já havia ocupado mais a direita de defesa, meio que assumiu a lateral.
O tempo foi passando e o São Paulo continuava tendo dificuldades. Diego Aguirre fez Cueva e Régis entrarem. Marcos Guilherme e Petros saíram. Cueva poderia fazer o São Paulo ter mais a bola e Régis seria a opção de velocidade no ataque pelo lado direito.
O Furacão marcou o segundo em uma bobeira grande da defesa tricolor. Escanteio batido e Reinaldo acabou ajeitando para Paulo André.
Aos 18, Tréllez aproveitou jogada de Reinaldo e diminuiu. Dando sequência ao jogo de estratégias, Fernando Diniz sacou Lucho e fez o zagueiro Wanderson entrar. Pavez voltou a ser volante e Wanderson se posicionou como zagueiro pela direita e Raphael Veiga ocupou a ala.
O gol serviu para o São Paulo acreditar mais. Nenê teve duas chances seguidas e Tréllez mais uma. O jogo, que durante boa parte foi dominado pelo Furacão, passou a ficar sem controle. O São Paulo criava situações perigosas e o Atlético também.
Mesmo jogando em casa, os últimos minutos do jogo foram de um Atlético Paranaense torcendo por um contra-ataque e lutando para afastar os lances de perigo da sua área.
O placar final, com vantagem de 2 a 1 para o Atlético, não decreta o fim do confronto. O segundo e decisivo jogo, marcado para o dia 19, já deve encontrar dois times em estágios mais avançados de entrosamento e assimilação de ideias de seus treinadores.