Diego Aguirre deverá ser o novo técnico do São Paulo (Foto: Agustin Marcarian/Reuters) Diego Aguirre é o favorito para assumir o cargo de técnico do São Paulo. Trata-se do nome de consenso no departamento de futebol. No domingo, o interino André Jardine comandará o Tricolor contra o RB Brasil, no Morumbi.
Há uma negociação avançada em andamento com Aguirre. As conversas até o momento foram consideradas positivas. Na visão tricolor, apenas detalhes separam o uruguaio do Morumbi. Os jogadores do elenco, inclusive, sabem que se trata de uma contratação provável e também aprovam o nome. Um novo contato entre clube e Aguirre deve acontecer neste sábado, quando o acordo poderá ser definido. A intenção do São Paulo é sacramentar a negociação e anunciar o comandante nos próximos dias. Valdívia, contratado recentemente, viveu bons momentos sob o comando de Aguirre no Internacional, em 2015, quando conquistou foi campeão gaúcho e chegou à semifinal da Libertadores. O técnico é adepto da filosofia de rodar o elenco e dar minutos de jogo para todos os atletas, pois considera inviável manter a intensidade necessária com o elevado número de partidas por ano e o desgaste causado pelos deslocamentos no futebol brasileiro. Veja abaixo motivos que tornam Diego Aguirre favorito assumir o São Paulo: Finanças e boa relação
Aguirre está sem clube, o que torna a contratação mais viável financeiramente. Ele tem ótima relação com Raí, Ricardo Rocha (atuou com os dois no São Paulo no início dos anos 90) e Lugano (foi seu técnico no Plaza Colonia, do Uruguai). Juan Figer, representante na época de Aguirre como jogador, tem bom trânsito com o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, e é o responsável por conduzir as conversas com o Tricolor. Aguirre também é assessorado por Jorge Américo, que conduziu as negociações com Internacional e Atlético-MG. Perfil e trabalhos recentes
Aguirre é considerado um profissional de perfil moderno e um ótimo gestor de pessoas. A visão no São Paulo é de que hoje o time é morno e precisa mudar a postura – tarefa possível com o uruguaio, na opinião dos dirigentes tricolores. Os recentes trabalhos do uruguaio também são bem vistos no São Paulo. Ele dirigiu três times que foram ao mata-mata das últimas Libertadores: Internacional (semifinal, em 2015), Atlético-MG (2016, eliminado nas quartas pelo São Paulo) e San Lorenzo (2017, eliminado também nas quartas pelo vice-campeão Lanús). Diego Aguirre foi atacante do São Paulo em 1990 (Foto: Arquivo Histórico/São Paulo FC) Referências
O São Paulo também tem ótimas referências a respeito de Aguirre no mundo do futebol, além do trio Lugano, Ricardo Rocha e Raí – reunir o quarteto no clube do Morumbi teria uma forte simobologia. Lucas Pratto, vendido no início do ano para o River Plate, foi dirigido pelo uruguaio no Atlético-MG. Na última temporada, o atacante argentino falava muito bem sobre o trabalho do técnico uruguaio. Aprovação a Jardine
Normalmente, Aguirre trabalha com mais três profissionais: dois auxiliares (Juan Verzeri e Raul Enrique Carreras) e um preparador físico (Fernando Pignatares). Mas isso é adequado de clube para clube. O certo é que ele aceitaria trabalhar com André Jardine, hoje interino e posteriormente novo auxiliar fixo. O projeto de médio a longo prazo do São Paulo é transforma Jardine no técnico do time principal.