Por Iury Cesar Alves
Finalmente o São Paulo encontrou o caminho para a vitória!
Vamos entender um pouco sobre o que foi mudado para que o tricolor alcançasse uma boa vantagem para o jogo de volta contra a equipe alagoana.
Formação
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Como podemos ver, a formação do São Paulo nessa imagem lembra bastante o 4-3-3 utilizado nos últimos 3 jogos. Mas na realidade se trata de 4-2-3-1.
1º Tempo
O por quê se configurou um 4-2-3-1?
Visando mais mobilidade e velocidade ao ataque, o técnico Dorival Júnior optou por modificar duas peças (Nenê e Diego Souza) fazendo com que a formação tricolor passasse a ser um 4-2-3-1, ou seja nos momentos ofensivos, Petros ou Hudson ocupavam mais os espaços no meio, liberando o Cueva para avançar ao ataque imprimindo mais velocidade nos passes, aberturas de jogo pelas laterais e a triangulação com os demais jogadores da frente. Além dessas situações, Jean estreiou devido contusão do goleiro Sidão. O que foi interessante pois assim o torcedor tricolor teve a oportunidade de ver o arqueiro contratado junto ao Bahia em ação pela primeira vez desde sua contratação.
Felizmente funcionou e muito bem a proposta de jogo ofensiva do tricolor.
Já o CRB veio com a mesma proposta de retranca (Obviamente) como os demais adversários vieram atuando contra o São Paulo.
A proposta do time alagoano era formar uma linha de defesa com 4 jogadores, à frente dela 3 volantes fixos e 1 meia de ligação ao ataque.
Mas diferente dos demais adversários que o São Paulo enfrentou nos últimos dias, o CRB cedeu bastante espaço para que os jogadores tricolores avançassem com bastante liberdade.

Devido o CRB realizar uma marcação em zona com os 3 volantes, onde os meias do São Paulo avançavam, sobrou muito espaço para a chegada de mais jogadores são paulinos. Além da defesa alagoana estar mal posicionada. Favorecia muito a proposta de jogo tricolor.
Tal abertura de espaço, permitiu a infiltração do Hudson que ocasionou o pênalti marcado a favor do São Paulo

Aí vem mais uma cobrança de penalidade do Cueva, e...

O que acontece com o camisa 10 tricolor? Está se habituando a perder penalidades.
Cabe a ele, rever o que pode ser feito para melhorar suas cobranças.
O lado bom foi que o time não desanimou com a cobrança perdida e continuou indo ao ataque com a mesma aplicação. Ficou muito interessante a movimentação e troca de posições dos jogadores tricolores. Isso fez com que as linhas de defesa do CRB se confundissem, partindo para um plano B onde o time alagoano adotou uma formação mais fechada ainda. Colocando o Volante Feijão entre os zagueiros centrais, formando assim um 5-4-1. Dessa forma, mesmo que o time contra-atacasse, o São Paulo conseguia acompanhar com muita velocidade, buscando impedir a chegada da Bola ao Centro Avante do CRB que era marcado pelos zagueiros do São Paulo.

Essas movimentações e mudanças de posição, ocasionaram maior abertura de espaço cada vez que o São Paulo atacava. Com isso, aos 34 minutos do primeiro tempo, Valdívia entrou na área do CRB com bastante espaço e marcou o primeiro gol do jogo.

Após o gol, o São Paulo continuou a dominar a partida sendo que em uma bela jogada iniciada dos pés do goleiro Jean (Relembrando os bons tempos de Rogério Ceni), trabalhada entre Militão e Cueva, saiu um belo gol anotado pelo lateral Militão.
E assim a partida continuou até o final da primeira etapa. O São Paulo buscando mais gols através de jogadas de infiltração na área adversária.2º Tempo
Para o segundo tempo, o CRB realizou mudança de posições fazendo com que o time se soltasse mais (Uma vez que deveriam atacar para tentar pelo menos sair com um gol do Morumbi). Foi criada uma boa oportunidade onde em uma distração de marcação dos volantes são-paulinos, três jogadores adentraram na área tricolor, onde quase o atacante do CRB, Neto Baiano concluiu em gol.
Após isso o São Paulo continuou a tentar as mesmas jogadas do primeiro tempo, mas não com a mesma intensidade de jogo imposta no primeiro tempo.
Entre os 15 minutos e os 25 minutos, o CRB propôs uma movimentação melhor, fazendo com que a marcação das linhas defensivas tricolores fossem mais fortes.
Mesmo assim o São Paulo continuou tendo bom domínio do jogo. Foram realizadas as alterações e entraram Nenê, Diego Souza e Paulinho. Onde não mudaram o padrão tático do time. O São Paulo foi tentando novas penetrações, mas dessa vez a defesa alagoana obteve sucesso, pois estava mais atenta.
Análises Individuais
Jean: teve boa participação no jogo. Atuação segura quando acionado e foi quem iniciou a jogada do segundo gol do São Paulo.
Militão: fez um bom jogo taticamente com bastante aplicação e apoio ao ataque. Tanto que o segundo gol foi anotado por ele.
Rodrigo Caio: mais uma vez manteve o bom nível e realizou bom jogo.
Arboleda: entradas na marcação firmes e seguras. Ganhou muitas bolas alçadas na área do São Paulo.
Reinaldo: dessa vez seu apoio pela lateral não foi constante devido a formação tática. Mas realizou também um bom jogo dentro da proposta de jogo.
Hudson: jogou de forma mais ofensiva mas também não deixou a desejar no quesito marcação.
Petros: o volante nessa partida avançou alternadamente com o Hudson, porém não subiu tanto ao ataque como no último jogo. Liberava espaço ao Cueva.
Cueva: mesmo com a penalidade perdida, o peruano se redimiu fazendo lindo passe para o gol do Militão e também uma boa partida que ajudou o São Paulo.
Valdívia: cada vez mais o jogador cai nas graças da torcida. Uma boa atuação pelo lado esquerdo do campo. Novamente criando boas oportunidades de jogadas.
Marcos Guilherme: apoiou bastante nas jogadas de velocidade, abrindo espaços para os companheiros. No segundo tempo saiu possivelmente por cansaço.
Brenner: deu muitas opções de posicionamento ao ataque. Vindo em determinados momentos do jogo buscar a bola para fazer triangulações. Fez ao menos boas tentativas de chute a gol.
Nenê: atuou por pouco tempo, mas disciplinarmente nos termos táticos propostos pelo Dorival, ajudou o time na armação. Participação regular.
Diego Souza: o que menos se destacou dentre os jogadores que entraram. Tentou movimentar-se abrindo espaços na área, mas a bola não chegou até ele.
Paulinho: entrou e novamente teve certo “destaque” com algumas jogadas de bons dribles. Mas em geral atuação discreta.
Dorival Junior: o treinador soube montar, conduzir e realizar substituições pontuais de acordo com o momento do jogo. O treinador ganha mais tranquilidade para trabalhar essa formação que teve sucesso.