Com a manutenção, automaticamente, a direção divide a responsabilidade com os atletas, que passam a ser mais cobrados. Os dirigentes também evitam o risco de serem acusados de prejudicar a preparação do time antes do jogo com o CRB, nesta quarta, pela Copa do Brasil, em caso de fiasco.
O posicionamento de Raí, defensor da tese de que treinadores precisam de tempo para trabalhar, também pesou.
Apesar de se segurar no cargo, Dorival está longe de ter estabilidade assegurada. Dificilmente ele sobreviverá a um eventual novo tropeço. Antes do jogo contra o time de Araraquara, a diretoria já havia deixado claro para o funcionário que entendia não haver mais espaço para o clube perder pontos diante de equipes com orçamentos inferiores.
Ao mesmo tempo em que ganha o apoio do elenco, Dorival passa a conviver com a sombra de André Jardine. O treinador das categorias de base deve ser anunciado como membro da comissão técnica. Parte da diretoria entende que é importante ele viver a rotina do time principal para minimizar danos caso o treinador seja demitido e haja demora para a contratação de um substituto. Assim, a presença de Jardine na comissão técnica daria fôlego para a direção no caso de a demissão de Dorival ser consumada. Imediatamente, ele assumiria como interino. Seu trabalho é reconhecido pela torcida, o que em tese daria tranquilidade para a busca de um comandante mais experiente.