Diferentes jogadores do São Paulo procuraram diretores do clube do Morumbi para conversar e assumir a responsabilidade pelo mau momento do time, além de isentar Dorival Júnior e manifestar apoio ao trabalho do treinador, que vive sob intensa pressão, com pedido de demissão por parte de alguns torcedores e conselheiros.
A informação foi publicada inicialmente pelo GloboEsporte.com e confirmada pela ESPN.
Não foi um plano coletivo, de forma que se realizasse uma reunião ou um encontro formal. Pelo contrário, líderes do elenco procuraram os dirigentes de forma espontânea após o empate sem gols com a Ferroviária, no último domingo no Morumbi, com o propósito mencionado no início do texto.
O São Paulo tem 11 pontos em nove jogos no Campeonato Paulista, com três vitórias, dois empates e quatro derrotas. Marcou sete gols e sofreu outros sete. Apesar de liderar o Grupo B, a campanha é a pior entre os grandes do Estado.
Além disso, perdeu os dois clássicos que fez em 2018 - Corinthians (1x2) e Santos (0x1).
No último domingo, Dorival Júnior foi xingado de burro e foi vaiado por alguns torcedores por conta das substituições e também do resultado final da partida.
Na saída do estádio, alguns jogadores, como Petros e Rodrigo Caio, declararam publicamente serem contra a demissão de Dorival. O próprio treinador condenou o que chamou de "cultura de demissão de treinadores no Brasil".
A diretoria de futebol já era contrária a troca no comando e, diante do reforço vindo dos jogadores, entendeu e transmitiu a presidência que, se os atletas são favoráveis a Dorival, é porque o trabalho tem algo bom.
Nesta segunda-feira, durante reunião com o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, Raí, diretor de futebol, e o coordenador Ricardo Rocha expressaram que Dorival precisa de tempo e confiança para trabalhar.