Dorival Júnior vê a pressão sobre si aumentar cada vez mais no comando do São Paulo, e no empate sem gols com a Ferroviária no último domingo, no Morumbi, ouviu gritos de "burro" da arquibancada. A situação delicada do treinador tricolor foi um dos temas debatidos no programa "Redação SporTV" desta segunda-feira. O apresentador André Rizek aproveitou o assunto para criticar os clubes que demitem técnicos no início do ano:
– Quando começa a planejar a tempoada, se em fevereiro decide demitir o treinador, a diretoria tem que cair inteira. Ela assina um atestado de incompetência lá atrás – afirmou, alfinetando não só o São Paulo pela pressão sobre Dorival, mas também Atlético-MG, Botafogo e Paraná, que demitiram Oswaldo de Oliveira, Felipe Conceição e Wagner Lopes, respectivamente.
Convidados do programa, os jornalistas Carlos Eduardo Eboli e Martín Fernandez entraram no tema e debateram o papel da imprensa na "cultura de demissões de técnicos" no Brasil:
– O calendário começa no meio da pré-temporada e já começa com esse tipo de cobrança. A imprensa brasileira tem uma tara por anunciar demissão de técnico – criticou Eboli.
– O próprio São Paulo não oferece amparo (ao Dorival) se a intenção não fosse trocar. A imprensa gosta de trocar técnico, mas o entorno ajuda – replicou Fernandez.
O jornalista Carlos Cereto defendeu mais tempo a Dorival e disse que o técnico irá continuar no comando do São Paulo, mas que a situação pode mudar em caso de eliminação no Campeonato Paulista. O Tricolor lidera o Grupo B com 11 pontos, um à frente de São Caetano e Ponte Preta, restando três rodadas. Só os dois primeiros avançam às quartas de final.
– Primeiro, vai contratar quem? Segundo, quem entrar vai fazer mágica? O Dorival diz que precisa de tempo. O São Paulo se ficar fora da próxima fase do Paulista, e corre risco matemático, vai causar um impacto gigantesco na avaliação do Dorival. A não ser que aconteça algo fora da caixinha, vai continuar no comando do São Paulo – informou.