São Paulo 0 x 1 Santos: o "volume morto" Tricolor

Por Ricardo Flaitt

Fonte LANCE!Net
Foto de Rubens Chiri
O São Paulo pressionou, registrou maior posse de bola, correu, mas todo esse “volume morto” tombou em um contra-ataque, proposta clara de Ventura, em que pegou o sistema defensivo do São Paulo desorganizado na recomposição, deu a brecha, Gabigol recebeu na entrada da grande área, bateu no canto direito de Sidão e determinou o placar final da partida: 1 a 0 Santos, no Morumbi, frente mais de 36 mil tricolores.

Dorival escalou o São Paulo com Sidão, Militão, Bruno Alves, Arboleda e Reinaldo. Jucilei, Petros, Nenê, Cueva, Marcos Guilherme e Diego Souza. Praticamente a mesma equipe, mas inserida no mesmo que de jogo, que vem encontrando sérias dificuldades para se conectar, como se viu nas partidas contra os fracos Botafogo-SP, CSA e Madureira, equipes que não servem de parâmetro para dimensionar o trabalho de Dorival.
O primeiro tempo do São Paulo foi de pressão sobre o Santos. No entanto, é preciso relativizar esse “volume morto”, pois é evidente que o São Paulo apresentaria um maior número de chegadas ao ataque, uma vez que a proposta de Jair Ventura era recuar o Santos em um 4-5-1 sem a bola, à espreita por um contra-ataque mortal, que aconteceu. Visto por este ângulo, o Santos obteve 100% em seus objetivos.
Se existe um padrão no São Paulo de Dorival é a desconexão entre os setores, a lentidão desorganizada na recomposição sem a bola e nas transições em direção ao adversário.
A lentidão também é ponto para uma análise mais ampla, que não pode ser restringida à idade dos jogadores. É fato que o São Paulo possui jogadores veteranos ou mais pesadões, no entanto, um bom time de futebol, conectado não exige tanto que seus jogadores corram, mas que faça a bola correr. Vide o jogo entre Cruzeiro e Vila Nova, em que o time da Raposa foi intenso e com troca de passes.
Há um pensamento reducionista ao analisar Diego Souza, que segue isolado no ataque. A alegação é de que ele não é centroavante, no entanto, este é um problema crônico no São Paulo, que mais pode ser explicado pela formação tática de Dorival que de fato o talento dos jogadores.
Mas Pratto era centroavante de ofício, bom jogador, e era cena comum vê-lo sair da área, ora no meio-campo, ora nas pontas, em tentativas desesperadas para tentar articular alguma jogada palpável. Ainda que Diego Souza não seja centroavante, frente ao Santos viu-se o mesmo desespero por receber uma bola.
Outro ponto que precisa de avaliação no esquema de Dorival: o meio-campo. Quando a bola sai da defesa, quase todas passam pelos pés de Jucilei, plantado no círculo central, não encontra ninguém em uma posição à frente, um meia articulador, o que faz a bola girar para os lados ou, como se viu na partida contra o Santos, em vários momentos o volante tentando fazer uma ligação direta com o ataque.
O espaço entre o círculo central e a linha da grande área gera um outro desequilíbrio na equipe: se no futebol moderno os volantes têm a missão de ser um homem a mais quando a equipe está no ataque, no São Paulo os volantes, diante do vazio de meias, avançam e acabam por ter a função de articular, sendo que essas jogadas deveriam estar sob responsabilidade de Cueva e Nenê.
Há uma clareira no espaço entre o círculo central e a linha da grande área adversária. Esse vácuo é um dos pontos da não articulação, da não conexão do São Paulo, que isola Diego Souza, que faz o time não construir jogadas de triangulações, formando uma linha de passe menos truncada, mais na força que no raciocínio.
Depois da pressão vazia do São Paulo, que não encontrou o caminho do gol, em contra-ataque o Santos pegou a defesa desorganizada e Gabigol em um belo chute no canto direito de Sidão, jogou água na pólvora Tricolor.
O Santos recuou e o São Paulo, aos trancos e barrancos, seguiu insistindo, enquanto o time da Vila, com menos posse de bola, mas o domínio da situação, defendia-se e contragolpeava.
Para piorar a ausência de criatividade do São Paulo, Dorival sacou Cueva, sem dúvida, o único que apresentava algum lampejo criador, com muita movimentação e disposição. Era o melhor do Tricolor, mas o técnico tirou o meia para inserir mais um atacante, Brenner.
Depois ainda Dorival tirou Marcos Guilherme para a entrada de Valdívia, com pedidos da arquibancada. Por fim, tirou Diego Souza para a entrada de Tréllez. Errou ao tirar Cueva, deveria ter saco Nenê da equipe, recuado Diego Souza para o lugar de Nenê e colocado Tréllez, centroavante, à frente. Não dava mais tempo, o time continuou sem criatividade e não teve força de vontade suficiente para colocar uma bola para dentro.
O time saiu vaiado e o técnico pediu mais paciência. Na saída do estádio, uma das frases mais proferidas foi: “já são 6 anos de pedidos de paciência”. Só Jó aguentou tanto.
Avalie esta notícia: 7 3
VEJA TAMBÉM
- Corinthians x São Paulo: onde assistir, horário e escalações do clássico decisivo
- VOCÊ TROCARIA? São Paulo volta a sonhar com Marino Hinestroza após interesse do Vasco em Arboleda
- O QUE VOCÊ ACHA BYD surge como favorita para assumir naming rights do Morumbi
- Vidente prevê resultado de clássico entre Corinthians e São Paulo! Confira a previsão!
- VAI PRA COPA? Coronel vive reviravolta no São Paulo e sonha com vaga na Copa do Mundo



Comentários

Nenhum comentario!
Enviar comentário
Para enviar comentários, você precisa estar cadastrado, clique Aqui. Para fazer login, clique Aqui.

Próximo jogo - Brasileiro

Dom - 18:30 - Neo Quimica Arena -
Corinthians
Corinthians
São Paulo
São Paulo
FórumEntrar

+Comentadas Fórum

Entrar

+Lidas Notícias

LogoSPFC.net
©Copyright 2007 - 2026 | SPFC.net