As contratações de Raí, Ricardo Rocha e Lugano para comandar o departamento de futebol do São Paulo encheram o torcedor de esperança. Afinal, o trio tem história no clube, experiência dentro do esporte e é reconhecido pela ética. Mas, ao mesmo tempo, os três dirigentes vão aumentar em R$ 310 mil por mês o custo do clube.
É que Vinícius Pinotti, diretor-executivo de futebol do São Paulo até o fim do ano passado, não tinha salário. Por causa da condição financeira favorável, ele abriu de seu salário estabelecido no estatuto do clube. Como não tinha companhia de outros cartolas, o Tricolor tinha custo zero.
Raí foi contratado para seu lugar e fatura desde janeiro R$ 150 mil por mês de salário. Um dos maiores ídolos da história do São Paulo, Raí indicou Ricardo Rocha para ser uma espécie de coordenador de futebol, com salário na casa dos R$ 80 mil por mês.
Na semana passada, o presidente Leco ainda anunciou de forma oficial o retorno de Lugano, agora como diretor de relações institucionais. O uruguaio, extremamente querido pelo torcedor, topou se aposentar para ajudar o Tricolor fora dos campos e terá por seus serviços prestados um salário de R$ 80 mil mensais.
Os valores foram confirmados ao SPFC.Net pelo próprio clube. A boa notícia é que o orçamento aprovado pelo Conselho Deliberativo do Tricolor referente ao ano de 2018 já previa tamanho investimento com os vencimentos de seus novos homens do departamento de futebol.
Desde que foi contratado, Raí já conseguiu mostrar serviço em questões importantes, como a permanência de Cueva. Foi Raí quem vetou as propostas do exterior e convenceu o peruano de que a melhor alternativa é permanecer no Morumbi pelo menos até a Copa do Mundo. Cueva reconheceu suas mancadas e se desculpou com o torcedor após marcar gol na vitória por 2 a 0 sobre o Botafogo-SP.