À parte a fraqueza da CBF, há a covardia dos clubes. Tirando Bahia, Botafogo, Chapecoense, Flamengo, Grêmio, Internacional e Palmeiras, que votaram pelo árbitro de vídeo, todos os outros refutaram. Nem discutiram por que raios eles teriam de pagar, nem aceitaram de primeira ratear o que seria R$ 1 milhão para cada clube em nome da diminuição dos erros de arbitragem.
Ainda que se possa discutir se Flamengo, Corinthians e Palmeiras, mais ricos, devessem pagar mais do que Ceará, Paraná e América Mineiro, R$ 1 milhão por ano não seria exagero.
Digamos que, no Brasileirão, só se vai aceitar reclamações dos sete que votaram pela melhoria da arbitragem. Porque, a rigor, foi isso o que os sete corajosos fizeram.
Aos que defenderam a venda dos mandos de campo, só uma pergunta: por que nenhum campeonato importante do mundo permite vendas de mandos de campo? Você já viu o Barcelona jogando em Valencia contra o La Coruña? Ou o Zaragoza jogando em Barcelona contra o Real Madrid?
Quem organiza o campeonato precisa protegê-lo, porque um campeonato forte dará o dinheiro que hoje os clubes querem ganhar prostituindo-se, jogando numa cidade que não é a sua.