Não sou dos que intimam o público a ter paciência; no máximo, sugiro calma. Sei que fã que se preze age por impulso, na emoção, no calor da hora. Depois, reflete... Em todo caso, aqui vai de novo a recomendação de que se deve dar crédito de pelo menos outras seis partidas, para avaliação sensata a respeito do que a rapaziada de Dorival Júnior poderá oferecer.
A primeira parte do duelo com o Botafogo não foi animadora. O pessoal de Ribeirão mandou duas bolas na trave e testou à vontade os reflexos e a agilidade de Sidão. O goleiro evitou que o caldo tricolor entornasse. A segunda metade foi melhor, com a entrada de Cueva, com marcação melhor no meio-campo, e com eficiência nas chances que surgiram. Não muitas, três para ser bem justo. Duas foram aproveitadas, nos lances com Diego Souza e no pênalti que Cueva cobrou, guardou e festejou com pedido de desculpas para a plateia. E, de quebra, para mostrar para o técnico da seleção do Peru, o argentino Ricardo Gareca, que se trata de profissional confiável, pacato e etc.
Dorival observou, em boa parte do segundo tempo, como se comporta o São Paulo com trio experiente formado por Cueva, Nenê e Diego Souza, além de Petros e Jucilei no meio. Em princípio, esse é o bloco dos atletas experientes com o qual contará para dar estabilidade e credibilidade ao time.
Nenhum dos cinco decepcionou, tampouco foi exuberante. Provaram o que se sabe: são úteis, porém com tendência a desgaste. Por isso, será imprescindível para o técnico avaliar a condição individual a cada rodada, e durante os jogos. Para fazer mexidas necessárias, antes que baixe muito o desempenho. O São Paulo devagar, com oscilações, começa a ter uma cara; ainda nem bonita nem feia. Estão delineados só os contornos.