“Precisa-se manter a base, não dá para mudar muito, principalmente no ano que vem, que vai ser uma loucura. São 14 dias [de pré-temporada]. Se chegarem jogadores que não estão acostumados com o padrão de jogo no Brasil, vai ser complicado”, afirmou Petros, se referindo ao pouco tempo que o time terá para se preparar para o ano que vem, repleto de competições.
O camisa 6 tricolor também reconheceu as dificuldades de os clubes brasileiros manterem seus principais talentos por conta da grande diferença entre a moeda local e a moeda de países estrangeiros. Para Petros, nem tudo é negligência da diretoria, e ele sugeriu a mudança de calendário no Brasil para diminuir os impactos das transferências internacionais.
“Aqui não é bagunça. Enquanto a gente não mudar o calendário, não tem como competir com o calendário europeu. Se vai para a Europa, é 4 para 1, na Inglaterra é 5 para 1. Os times não podem se reformular no meio da competição, porque a gente sofreu muito. Que bom que a gente trouxe os jogadores certos”, prosseguiu.
Mais confiante por conta da grande evolução do São Paulo no segundo turno do Campeonato Brasileiro, Petros prevê um 2018 muito mais positivo e com grandes chances de a equipe erguer, ao menos, um troféu. O principal motivo para o otimismo é a mudança de comportamento de seus companheiros de time.
“Eu me arriscaria dizer que o torcedor pode ficar tranquilo, porque 2018 vai ser um ano muito próspero. Ninguém quer só apanhar, escutar o que a gente escutou. Os jogadores perceberam que é muito melhor trabalhar vencendo, então será um ano muito próspero, disso você pode ter certeza”, finalizou.