O passo a passo do ídolo na despedida do São Paulo

Fonte Gazeta Esportiva
De mãos dadas com os pequenos filhos Tiago e Bianca, Lugano subiu o túnel do vestiário do Morumbi pela última vez como jogador profissional. Ao percorrer o mesmo caminho na volta se tornara uma lenda na história do São Paulo.

Diante de 60.485 pessoas, o uruguaio teve na despedida um resumo do que é ser Lugano em estado puro: seriedade, jogo firme e emoção à flor da pele.
O bonito gesto de reverência do elenco ao zagueiro, ovacionado em cima do emblemático escudo do São Paulo no Morumbi, é exatamente o sentimento recíproco entre torcedor e ídolo: de gratidão.
Além do carinho incondicional da torcida do São Paulo, o que realmente emociona Lugano são as atitudes e palavras espontâneas de quem trabalhou ao seu lado no dia a dia.
Calleri, por exemplo, escreveu no Twitter que foi "uma honra ter jogado com uma pessoa como você, capitão". Alan Kardec o apontou como exemplo de humildade, liderança e caráter. Rogério Ceni o agradeceu pelas "maiores alegrias da vida". Homenagens como essas são as mais valiosas para Lugano.
– Sempre digo que são os mais importantes: os que trabalham no dia a dia, porque sofrem e desfrutam com você. Às vezes para fora é um produto irreal, mentiroso, mas o que não mente é o dia a dia. Nesse entorno, nessa intimidade, nesses dias o São Paulo me fez sentir a pessoa mais feliz do mundo. Vou ser sempre grato.
Dentro de campo, Lugano foi intenso ao nível máximo para tudo. Até ao reclamar de pênalti sofrido em disputa com Edson e não marcado pela arbitragem, aos 14 minutos do primeiro tempo.
No intervalo, o uruguaio voltou a reclamar com a arbitragem sobre o lance.

Lugano corre indignado para reclamar de pênalti (Foto: Marcos Ribolli)

Lugano encara o árbitro Elmo Alves Resende Cunha (Foto: Marcos Ribolli)

Lugano leva as mãos à cabeça, após Elmo não marcar pênalti (Foto: Marcos Ribolli)
Logo no início do segundo tempo, Lugano recebeu amarelo por fazer falta e parar uma jogada do Bahia. Motivo de comemoração para a torcida do São Paulo.
Em outro lance, o uruguaio subiu em Edigar Junio e praticamente se deitou no atacante para ganhar uma disputa de bola de cabeça.
No fim foi um dos jogadores que peitou o árbitro Elmo Alves Resende Cunha pela falta em cima de Éder Militão no último lance da partida. Petros acabou expulso.
Na definição do companheiro e repórter Marcelo Prado, Lugano jogou ao seu estilo, com muita seriedade e orientando os companheiros. O zagueiro teve nota 6,5.
Lugano ficou no Morumbi até depois das 22h de domingo desfrutando do último dia como jogador do São Paulo e atendendo torcedores. Antes, deu entrevista coletiva, se declarou ao clube e recebeu placa comemorativa.
O são-paulino, agora, se pergunta qual será o próximo passo do ídolo, cuja humildade permaneceu igual até os instantes finais, em um agradecimento que costuma fazer ao torcedor:
– Obrigado por tanto e perdão por tão pouco.

Placa recebida por Lugano do São Paulo (Foto: Marcelo Prado)

Torcida do São Paulo faz homenagem para Lugano (Foto: Marcos Ribolli)
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