"Fizemos 1 a 0, tivemos a chance de fazer 2 a 0 com o Marcos Guilherme, mas não conseguimos. Tomamos a virada, empatamos e depois tomamos o terceiro e o quarto gols. Foi o momento em que eu falei: ' que gente tem de fazer mais? A gente joga bem e perde. Então, vamos cair para a segunda divisão'. Foi uma preocupação muito grande, mas conseguimos dar a volta por cima", afirmou.
O jogador também criticou o fato do São Paulo lutar seguidamente contra o rebaixamento. "Se a gente perguntar para os jogadores e para os próprios dirigentes, veremos que eles não estarão satisfeitos com o que aconteceu em 2017. Aliás, com o que já vem acontecendo há três ou quatro anos. A grandeza do São Paulo não pode permitir que isso aconteça com frequência. Passar um ano ruim, tudo bem, mas seguidamente lutar para não cair faz ligar o sinal de alerta. É preciso pensar um planejamento a longo prazo".
Formado na base do São Paulo, Rodrigo Caio também foi duro ao falar que "precisamos voltar a ser respeitados como sempre fomos", e deu a receita para a melhora. "A diretoria tem de pensar nisso. É o momento certo: temos um grande treinador, experiente e que pode nos ajudar. Pelo segundo turno que fizemos, se tivéssemos ido um pouco melhor no primeiro, já teríamos conseguido uma vaga na Libertadores do ano que vem e aí o ano teria sido completamente diferente. Trazendo algumas peças fortes vamos brigar por títulos no ano que vem. Esperamos que a diretoria tenha essa consciência e que possamos trabalhar juntos para pôr o São Paulo no seu lugar. Foram 14 rodadas na zona de rebaixamento. Isso nos deu uma preocupação muito grande. Esse ano foi o mais difícil da minha carreira no São Paulo", afirmou.