O atacante Morato, do São Paulo, ainda está se recuperando de uma grave lesão sofrida no joelho direito no início desta temporada, mas falou sobre a satisfação de retornar ao clube como atleta profissional, escolhido por Rogério Ceni.
Em entrevista ao Portal da Band o jogador também pontuou sua recuperação, a renovação de empréstimo com o Tricolor paulista, além dos objetivos para a próxima temporada.
A carreira
Cria da base são-paulina, Andrew Erik Feitosa, 25, retornou ao clube após 11 anos, emprestado pelo Ituano. Mas, para alcançar o feito o jogador passou por uma série de clubes brasileiros, sofreu com algumas lesões, foi à Ásia e retornou pela última divisão futebolística, até atrair as atenções no Campeonato Paulista deste ano.
O garoto que tem por apelido parte do nome de sua cidade natal – Francisco Morato (SP) – deu início ao sonho de boleiro aos 14 anos, quando integrou as categorias Dentinho e Dente de Leite do SPFC e conquistou o Torneio Yohokama-JAP Sub-11.
De lá, fez um tour pelo Desportivo Brasil, Inter de Porto Alegre, Juventus Mooca e Olé Brasil – no último foi campeão paulista em 2009 –, entre 2006 e 2010.
Aos 17, ele foi emprestado ao Gyeongnam, time da Coréia do Sul, no qual estreou como profissional. No entanto, ele não se adaptou bem ao futebol asiático e retornou ao Brasil.
Aqui, de volta oficialmente em 2014, Morato passou pela Ferroviária, Mogi Mirim – onde pôde jogar com Rivaldo no ano da aposentadoria do atleta –, Boa Esporte, o paranaense Cascavel, pela Portuguesa, Audax-SP, Londrina e, enfim, chegou ao Ituano, em 2016.
O bom filho à casa torna
Mesmo sendo um time de Série D, foi pelo Ituano que sua carreira teve um “start”, conforme definiu, já que Rogério Ceni o escolheu a partir da atuação no Paulistão 2017. “Ser notado e escolhido por ele [Ceni], o maior ídolo do clube, foi uma imensa satisfação. Entre todas as contratações [possíveis], ele apontou um garoto... Me senti especial por isso”, contou Morato emocionado.
Logo que o campeonato acabou, com o Corinthians campeão, Rogério Ceni, que comandava o elenco tricolor, o convocou e o atacante foi emprestado por uma temporada.
No entanto, ele só conseguiu atuar em um jogo, pela Copa do Brasil, diante do Cruzeiro, dando uma assistência a Pratto. Ali, conforme definiu em entrevista ao Estadão, ele conseguiu garantir seu “passaporte de renovação” para mais um período, pois a lesão sofrida em maio o afastou dos gramados e a previsão para retorno é para janeiro de 2018.
A saída de Ceni
Quando perguntado sobre a passagem do ex-goleiro e ídolo do clube, Morato disse que seu trabalho precisava de uma sequência. “Ele trabalhava bem e foi tudo muito rápido... Como o futebol brasileiro foca em resultados ele ficou por pouco tempo. Precisava de uma sequência”.
Rogério Ceni foi demitido em agosto, quando o time caiu para o Z-4 no Brasileirão.
Um 2018 de títulos
Diante da quase terminada temporada 2017, na qual o Tricolor paulista sofreu a ameaça de rebaixamento pela primeira vez na história e perdeu muitas peças de elenco, Morato torce por um 2018 de conquistas.
“Espero que o SPFC tenha um grupo forte e unido, que se cobre bastante e conquiste títulos” – o último arrebatado foi a taça da Sul-Americana de 2012.
Assim, ele aguarda pelo retorno aos gramados pacientemente para, quem saber ser campeão no clube de origem. “Estar no Tricolor é um sonho. Eu penso em ser campeão, em conquistar espaço... Tudo com o tempo”, finalizou.