Com virada, São Paulo mostra que nem tudo é descartável em 2017

Fonte Globo Esporte
Foi um ano que pareceu uma década, tamanha a tensão que viveu a torcida do São Paulo. E agora ele se aproxima do fim repleto de ensinamentos ao clube.

Há um punhado de lições sobre o que não pode ser repetido em hipótese alguma, mas também elementos que podem ser úteis em 2018. A virada sobre o Coritiba por 2 a 1, no domingo, mostrou que nem tudo precisa ser descartado, mesmo em uma temporada tão ruim.
É interessante observar como foi a postura do time no primeiro jogo em que não havia mais risco de rebaixamento. Ou seja: o primeiro jogo em que aqueles 11 sujeitos vestidos de tricolor dentro de campo não estavam mais esmagados pela ameaça de entrar para a posteridade como corresponsáveis pelo maior fracasso da história são-paulina. Não é pouca coisa.
O São Paulo, em Curitiba, teve uma rara oportunidade de ir a campo neste Brasileirão em situações normais de clima, temperatura e pressão. Não jogava mais a vida: jogava um jogo de futebol.
E foi bem. Mesmo sem alguns de seus titulares mais importantes (Petros, Pratto e sobretudo Hernanes), mesmo recheado de garotos, foi melhor do que o Coritiba no primeiro tempo e teve poder de reação no segundo para virar o jogo.
E isso levanta uma questão: o São Paulo não teve exatamente um problema de elenco em 2017; teve, isso sim, um problema de como e quando esse elenco foi formado.
Porque, em geral, quando um clube grande cai, não é por causa do time: é por causa da estrutura viciada que cerca o time. E o São Paulo correu esse risco.
Claro, o elenco precisa ser remodelo, fortalecido – e desde já, para estar definido (ou quase) em janeiro. Mas alguns jogadores aproveitam o finzinho de campeonato para mostrar que podem ser mais úteis do que supunha a vã filosofia tricolor.
É o caso de Militão, que quebra o galho em diferentes funções e tem se mostrado útil como lateral-direito. É o caso de Shaylon, autor das duas assistências para gols neste domingo. É o caso até de Brenner, que perdeu chances claras contra o Coritiba – mas tem apenas 17 anos.
A juventude, aliás, é uma questão pertinente. Havia 12 jogadores formados no clube entre os 23 relacionados contra o Coritiba. Cinco deles começaram o jogo. No banco, quatro estavam convocados pela primeira vez. O clube até postou uma foto deles, orgulhoso. E tem mais é que se orgulhar mesmo - desde que o futebol justifique a presença deles.

Resta só um jogo este ano, a próxima temporada vem aí, e o São Paulo precisa de continuidade em suas concepções de jogo. O trabalho de Dorival Júnior referenda isso. É inegável a importância do treinador – que deu o mínimo de fluência ao time, conseguiu retirá-lo do Z-4, evitou o rebaixamento e fechou este domingo na liderança do returno do Brasileirão.
E, mais do que tudo, o São Paulo precisa de método nas contratações - sem megalomania e sem apostas lotéricas. Sabendo ler as lições ensinadas com letras garrafais em 2017, o próximo ano tende a ser bem menos assustador.
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