Até algumas semanas atrás, havia a expectativa de que pelo menos um dos 11 grandes que jogam hoje a elite nacional brigaria até o final para não cair para a Série B. São Paulo, Fluminense e Atlético-MG foram o que mais flertaram com o Z-4, mas se recuperaram e chegam na reta final do Nacional com uma folga inédita.
A partir de 2006, quando 20 times passaram a disputar a elite do Campeonato Brasileiro por pontos corridos, a maior distância de um grande para a zona de rebaixamento faltando seis rodadas foi de dois pontos.
A marca foi registrada três vezes, por Fluminense (2006), Cruzeiro (2011), Internacional (2016). Cariocas e mineiros se salvaram, mas os gaúchos não conseguiram o mesmo alívio e caíram de divisão ao fim da competição.
Hoje, dos 11 clubes tidos como grandes que estão na Série A, o Fluminense é o que mais se aproxima da zona da degola, com 45 pontos, sete a mais do que o Vitória, que abre o Z-4.
Em 2013, ano em que o Vasco sofreria a segunda queda de sua história, o clube cruz-maltino começou a 33ª rodada do Brasileiro a apenas um ponto do 17º colocado, que era a Portuguesa.
Vale lembrar que, naquela temporada, a equipe paulistana não terminou o torneio dentro do Z-4, mas perdeu três pontos devido à escalação irregular do meia Everton e também caiu.
E quando os grandes estiveram no Z-4?
Nas outras sete edições do Campeonato Brasileiro, a situação dos “grandes”, faltando seis jogos, era ainda pior, já que eles se encontravam dentro da zona da degola e não próximos a ela.
Em seis destas ocasiões, os clubes não conseguiram se recuperar e tiveram que jogar a Série B no ano seguinte – Corinthians (2007), Vasco (2008 e 2015), Palmeiras (2012) e Botafogo (2014). O único que conseguiu se salvar nesta situação foi o Fluminense, em 2009, que estava a cinco pontos do Botafogo, primeiro time fora do Z-4.
A campanha do time tricolor das laranjeiras ficou marcada por uma arrancada heroica dos comandados por Cuca, que somaram 19 pontos dos últimos 21 disputados e terminaram na 16ª posição, com 46 pontos, um a mais que o Santo André.