Sidão; Militão, Arboleda, Rodrigo Caio e Edimar; Jucilei, Petros e Hernanes; Cueva, Marcos Guilherme e Pratto. Essa é a escalação do São Paulo que venceu os dois últimos jogos, e é exatamente a base mais usada por Dorival Júnior. O técnico acaba de completar um turno pelo clube, comandando o time em 19 jogos. Neste período, usou 29 jogadores diferentes. Veja as trajetórias dos mais escalados nessa era do treinador no Tricolor.
Sidão: tomou a posição e virou herói
Sidão assumiu a titularidade em 20 de agosto, no empate diante do Avaí, em Santa Catarina, e, de lá para cá, foram 11 partidas. Sofreu 15 gols, mas virou herói, principalmente pelas defesas que fez na vitória por 1 a 0 sobre o Sport. Superou Renan Ribeiro, que jogou oito partidas e levou 14 gols sob o comando de Dorival Júnior (média de 1,75 gol por jogo, maior do que a de 1,36 de Sidão).
Militão e Edimar: as novidades pelos lados
Promovido aos profissionais por Rogério Ceni, Militão era zagueiro e volante na base e Dorival o testou nessas posições, mas o encaixou mesmo no time como lateral-direito. O jogador de 19 anos tem 11 jogos com o técnico (na sua posição atual, supera as cinco de Bruno e Buffarini e as duas de Araruna). O lateral-esquerdo Edimar só foi estrear com Dorival Júnior e alternou-se com Júnior Tavares entre os titulares, mas acumula mais jogos que o concorrente (12 jogos, contra oito de Júnior, sendo um saindo do banco).
Rodrigo Caio e Arboleda: os donos da zaga
Dorival Júnior já chegou com Rodrigo Caio e Arboleda como zagueiros titulares e só mexeu no setor quando não pôde contar com um deles. Rodrigo Caio tem 18 jogos com o técnico, ficando fora só de um por suspensão. Arboleda atuou 17 vezes, sendo desfalque em uma partida por suspensão e outra por estar com a seleção. Os outros zagueiros do elenco são Bruno Alves, que jogou em três oportunidades, Aderllan, uma, e Lugano, que segue sem ganhar chances com Dorival.
Petros: o único que jogou todas
Petros estreou no São Paulo duas rodadas antes do primeiro jogo de Dorival Júnior, e é o único que atuou em todas as partidas desde então, sempre como titular, alternando-se como volante fixo na cabeça de área ou mais solto, aproximando-se da área. Acumula 19 partidas com o técnico, e chegou a jogar até com estiramento na coxa esquerda, para ajudar o time na briga contra o rebaixamento.
Jucilei e Cueva: só ficaram no banco de passagem
Jucilei e Cueva chegaram a ser reservas com Dorival Júnior, mas provaram que não podem sair do time. O volante, que chegou a atuar mais adiantando em alguns momentos, se firmou de vez há duas rodadas, com a dinâmica que o técnico quer na cabeça de área, e acumula 16 jogos com o chefe, sendo quatro saindo do banco. Já o meia peruano, solto no setor ofensivo, atuou em 17 partidas, entrando durante o jogo em duas, e só não foi usado pelo treinador quando esteve suspenso ou com a seleção, mesmo em sua pior fase no ano.
Hernanes: artilheiro e craque do time
Dorival Júnior já era técnico do São Paulo quando Hernanes acertou sua volta ao clube, e o Profeta foi titular em todos os 15 jogos que disputou desde que reestreou. Com méritos: é o artilheiro da equipe sob o comando do técnico, com oito gols, além de ser importantíssimo dentro de campo, como provou no sábado, nas duas assistências na vitória por 2 a 1 sobre o Santos.
Pratto e Marcos Guilherme: atacantes de confiança
Lucas Pratto e Marcos Guilherme podem ter alternado momentos bons e ruins, mas entram no time dos que mais atuaram com Dorival por terem a confiança do chefe. Marcos Guilherme foi contratado a pedido do técnico e só iniciou sua trajetória na reserva por falta de ritmo, mas atuou em todos os 15 jogos em que esteve à disposição (sendo três saindo do banco) e tem cinco gols. Pratto, por sua vez, passou por um longo jejum de gols. Contudo, atuou 18 vezes com o treinador, ficando fora só por suspensão, e balançou as redes em quatro oportunidades.
Lucas Fernandes: o 12º titular
Lucas Fernandes tem 12 jogos com Dorival, mais do que titulares da base mais usada por Dorival, como Sidão e Militão (ambos com 11), e tantas partidas quanto Edimar. Atingiu esse número mesmo ficando quase um mês fora por lesão muscular. Dessas 12 partidas, saindo do banco em cinco e chegou a tirar Cueva e Jucilei do time. Caiu de produção recentemente e voltou à reserva. Outro suplente bastante usado pelo técnico é Jonatan Gomez, que tem 11 jogos (cinco saindo do banco), titular antes da chegada de Hernanes e escalado quando Jucilei e Cueva estiveram suspensos.