Logo em seguida, Rodrigo Caio foi batido por Gustavo Scarpa em dividida e Sornoza recebeu para fazer 2x0 – o comentarista de arbitragem da TV Globo, Arnaldo Cézar Coelho, considerou falta do jogador do Fluminense em cima do zagueiro.
A derrota foi desenhada em dois minutos. Nos outros noventa e poucos o time teve a dificuldade costumeira para ameaçar o goleiro adversário. Boas atuações, como a do último sábado, são exceções no Campeonato Brasileiro. Em regra, o São Paulo joga mal.
Lucas Fernandes, por quem Dorival Júnior dizia morrer de amores, voltou a jogar muito mal: nenhuma produção, praticamente nenhum toque vertical. Saiu no intervalo.
O meio-campo, que tem bons nomes, não fluiu. Petros, Hernanes e Cueva erraram mais do que devem. Em vantagem no placar, a postura do Fluminense foi óbvia: retraída, em busca de velocidade nos contra-ataques. Faltou, então, ao São Paulo, a paciência que teve na rodada anterior para tocar a bola e conseguir avançar pelos lados do campo.
Faltou tudo, na verdade. O segundo tempo também corria como o esperado: o São Paulo com mais iniciativa, mas ainda sem criar chances claras. De repente, Dorival Júnior colocou Thomaz e Shaylon nos lugares de Cueva e Pratto. Não que os gringos estivessem em grande noite, mas seria muito mais provável conseguir algo com um centroavante que impõe respeito aos zagueiros adversários e um meia talentoso de criação.
O São Paulo ainda cometeu mais um pênalti, de Arboleda, convertido por Robinho, e diminuiu numa tentativa de cruzamento de Shaylon que desviou em Gum e encobriu Cavalieri.
O time de Dorival Júnior voltou a apresentar um futebol horrível longe de casa e, para se manter fora da zona de rebaixamento, depende de tropeços de Sport, Vitória ou Ponte Preta, nesta quinta-feira. Se um deles não vencer, e o Sport não pode nem empatar, o Tricolor, agora em 14º, com 34 pontos, continuará fora do Z-4, apesar do desempenho de rebaixado.