- Fazer como Zidane é uma boa ideia. Ele parou, deu um tempo, viu mesmo se era realmente o que ele gostava, estudou, fez um curso, começou numa categoria de base. Eu sou mais por esse lado também. Agora, tem gente que acha que já tá pronto - afirma.
O craque diz que sente muita dor após os jogos e reconhece que não tem mais tanto prazer de jogar.
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Kaká conversa com o Esporte Espetacular (Foto: Livia Faria)
- Acaba um jogo você sente muita dor, o corpo começa a sentir, então, já não é tanto mais prazer, tem muito a parte de ser o trabalho mesmo - reconhece.
Desde os doze anos de idade, Kaká mantém rotina de treinos e jogos.
- Moleque joga hoje, amanhã joga de novo. Estou com 35, demora mais pra recuperar, já é outro ritmo. Isso você vai sentindo a hora que tá chegando a hora - afirma.
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Gallindo entrevista Marta e Kaká em Orlando (Foto: Livia Faria)
Kaká sabe que com um cargo de técnico ou diretor de futebol outras preocupações estarão no seu radar.
- Tenho que me preocupar com estrutura que está em volta, com torcedor, uma série de outras coisas. É isso que ainda não estou preparado, essa experiência de ter essa outra visão - admite.
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Marta e Kaká em Orlando (Foto: Livia Faria)
Amizade entre os camisas 10 e estádio em local estratégico.
A ideia de juntar Martha e Kaká foi do dono do Orlando, o brasileiro Flávio Augusto da Silva.
- Qualquer clube do mundo gostaria de ter um atleta como Kaká e Marta e tivemos o privilégio de reunir os dois aqui numa mesma temporada. Óbvio que como brasileiro sinto feliz por isso, ter proporcionado isso, e lógico que o torcedo gosta de ver o espetáculo no campo - afirma.
O clube inaugurou seu estádio esse ano. A localização foi estratégica. O centro de Orlando. Para criar identidade com a população da cidade. E tem conseguido. Os bares estão sempre movimentados em dias de jogos. Moradores criaram até torcidas organizadas. Os dois se cruzam diariamente no clube.
- Essa interação acontece no centro de treinamento, os horários de treino são diferentes, mas a gente se cruza na hora do almoço e na academia - diz Kaká.
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Kaká e Marta juntos em Orlando (Foto: Livia Faria)
- Ótimo exemplo porque não tem barreira entre o masculino e o feminino aqui, não tem um local que a gente não possa acessar porque faz parte da equipe masculina, essa interação faz muito bem pra ambas equipes - revela Marta.
E quando podem, eles assistem ao jogo do outro.
- Cria esse vínculo, essa amizade, essa torcida e isso acaba sendo muito legal e a gente torce muito, fica nervoso. E corneta também? Sempre dá aquela cornetada. Vamos, Marta! Isso porque ele é demais, fantástico, porque quando você é tão bom numa coisa você espera que a outra pessoa vá fazer igual ou melhor. Então, quando erra passe de cinco, dez metros. Pô, como erra esse passe? - admite.