Ao ser questionado se o esquema tático utlizado contra o Corinthians nesse domingo será o mesmo para o resto do campeonato, o treinador são paulino afirmou que ainda não consegue definir. Segundo Dorival, a palavra chave do momento é "atenção".
- Não dá para saber (se o plano de jogo será o mesmo). Até porque é um esboço do que nós precisamos daqui para frente. Se iremos repetir, ou não, temos que ficar atentos. O momento requer uma atenção ainda maior de todos nós. (...) Até porque a equipe do São Paulo, é uma pena dizer isso, ainda está em um processo de montagem. Nós temos seis, sete jogadores que não fizeram 10 partidas pelo clube. E em um momento desses do campeonato, um momento de definição, é natural que a situação do São Paulo - que vem se arrastando há algum tempo - preocupe, incomode. Mas eu confio muito, acredito demais e tenho certeza de que ainda teremos coisas boas acontecendo - disse em entrevista ao "Seleção SporTV".
Um dos principais jogadores do time, Lucas Pratto está sem balançar as redes há mais de dois meses. A última vez que o centroavante marcou foi na vitória por 1 a 0 sobre o Vasco, pela 15ª rodada. Para Dorival Júnior, o jejum de Pratto incomoda o jogador, porém, a função tática que o atacante desempenha o torna muito importante para o esquema de jogo do São Paulo.
- É natural que o Pratto, em razão de não estar fazendo gols, esteja um pouco incomodado. Mas ele tem feito um bom trabalho tático para a equipe, tem sido muito importante. Então, se estamos perdendo de um lado, estamos ganhando, e muito, do outro com o Pratto. Ele voltou a brigar muito por posse de bola, incomodando todos os zagueiros. E eu acho que isso é um fator importante para um momento como esse. Nós precisamos dessa luta, dessa agressividade, dessa garra que ele sempre demonstrou. Daqui a pouco os gols vão aparecer.
Sobre o dossiê preparado pela diretoria do Tricolor paulista e enviado à CBF, protestando contra o árbitro do clássico contra o Corinthians, o treinador do São Paulo disse que não se preocupa com assuntos extra-campo. Para o técnico, "erros aconteceram, mas são erros" e não devem alterar o nível de preocupação com o trabalho dentro de campo.
- Eu acho que isso daí não tem que incomodar. Foi uma posição tomada pela diretoria. Nós devemos nos preocupar com o que acontece aqui dentro, nos concentrar no trabalho. A evolução da equipe vem acontecendo e ela é muito clara. (...) Os erros aconteceram, mas são erros. Não vamos questioná-los a todo momento, transformar tudo isso em uma situação desesperadora. Ao contrário, o árbitro está ali para fazer o seu melhor, como todos nós, e eu só espero que o São Paulo não seja mais prejudicado, como já aconteceu em outras rodadas. A sequência é que fez com que fosse tomada uma decisão pela diretoria, eu respeito isso. Mas a minha preocupação é aqui, internamente, dentro de campo.