'Solidez', bola parada e Hernanes: os alentos do São Paulo em meio à crise

Para técnico Dorival Júnior, time está ganhando cara com o passar dos jogos. Chegada de meia acabou com sina de não marcar gols de falta. Ele já é artilheiro do time no Brasileiro

Fonte Lancenet
22 de Agosto de 2017
A última rodada do Campeonato Brasileiro não aconteceu como o São Paulo esperava. Com o empate em 1 a 1 contra o Avaí, a equipe voltou à zona do rebaixamento. A crise teima em não passar. Mas alguns elementos ainda dão esperança de melhora: um padrão identificado pelo técnico Dorival Júnior, apesar de o número de gols tomados ainda ser elevando, a força na balada parada e a fase de Hernanes, que aceitou bem o papel de ser o principal condutor do time em meio ao momento difícil.

Os dois fatores estão interligados, Hernanes e a bola parada. Desde que chegou, o jogador assumiu o protagonismo nos fundamentos. Virou o cobrador oficial de faltas e pênaltis, também escanteios. Fez três gols de pênalti (Bahia, Cruzeiro e Avaí ) e um, de falta (Cruzeiro). Hernanes chegou a cinco gols nos cinco jogos desde que retornou. Já é artilheiro do time no Brasileiro ao lado de Lucas Pratto.
Para se ter uma ideia da importância que Hernanes trouxe, ele quebrou um incômodo tabu para o time ao fazer um golaço de falta contra o Cruzeiro na vitória por 3 a 2. Este ano, o São Paulo ainda não tinha marcado de falta. O último gol dessa maneira tinha sido em novembro do ano passado na vitória de virada por 2 a 1 sobre o Atlético-MG no Independência. O zagueiro Maicon, hoje no Galatasaray, marcou. E o efeito do Profeta nas bolas paradas não é só em "benefício próprio".
Também contra o Cruzeiro, o jogador cobrou escanteio na cabeça do zagueiro Arboleda, que empatou o jogo em 2 a 2 no segundo tempo. O lance saiu num momento em que o Tricolor sofria para criar chances e depois acabou chegando à vitória com gol de pênalti do Profeta. Já contra o Avaí, foi depois de uma cobrança de escanteio dele que saiu o pênalti para o empate. Existe, então, uma Hernanesdependência? O técnico Dorival Júnior acha que não.
Aí entra o outro ponto que alenta o treinador, neste caso mais subjetivo. Dorival disse depois do empate sobre o Avaí que a equipe está ganhando uma "solidez" defensiva e com mais padrão para criar jogadas. Segundo ele, é questão de tempo para o time ter a tão sonhada arrancada contra o rebaixamento. Na prática, porém, o time foi vazado em todos os últimos seis jogos: desde a vitória por 1 a 0 sobre o Vasco, em 19 de julho. Foram 11 gols sofridos nas seis partidas (quase dois por jogo). Com Dorival, ao todo, são 15 gols tomados em 11 confrontos.
- A gente percebe time mais solto, com confiança para criar jogadas importantes. A gente está esperando (a arrancada). Quem sabe aconteça com a confiança, a concentração que eu sinto do grupo, o interesse que vejo deles em acertar nos treinos e jogos. O clima era preocupante, mas passa a nos dar outra situação, espero que a gente continue. A melhora é pequena, mas é questão de tempo. Vamos aguardar os outros jogos para acontecer - disse Dorival.
É bom o técnico estar certo, porque no próximo domingo o time tem o clássico contra o Palmeiras, no Allianz Parque. O torcedor já não suporta mais a má fase, e uma andorinha só não faz verão.
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