Em reunião, Pinotti diz que Ceni não deixou legado e cita possível erro de avaliação com Maicosuel

Em reunião do Conselho desta segunda-feira, diretor executivo de futebol do São Paulo deu explicações sobre o futebol e disse que talvez houve falha na avaliação médica do reforço

Fonte Lancenet
22 de Agosto de 2017
Em reunião do Conselho Deliberativo do São Paulo na noite desta segunda-feira, o diretor executivo de futebol Vinicius Pinotti disse que o técnico Rogério Ceni não deixou legado após a breve passagem no comando do time. Segundo o diretor, a intervenção se fez necessária e a situação seria pior hoje se não houvesse a demissão, no início de julho. No comando, Rogério disputou 37 jogos, com 14 vitórias, 13 empates e dez derrotas. Ele deixou o time na zona do rebaixamento, sem vencer há seis rodadas.

Pinotti deu apoio a Dorival Júnior e disse que o contratou, entre outras coisas, pela experiência como treinador, e êxito em trabalhar com jogadores das categorias de base, uma das necessidades do São Paulo e objetivos há anos.
Rogério foi contratado no início do ano com vínculo de dois anos. Vinicius foi um dos principais mentores da contratação, intermediando as conversas entre o treinador e o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva. Na época, ele ainda estava à frente do departamento de marketing, no qual desenvolveu uma relação de confiança com o ídolo da torcida. Foi Pinotti quem organizou toda a festa de despedida de Ceni, em 2015.
Na apresentação aos conselheiros, o diretor também falou sobre a situação do meia-atacante Maicosuel, contratado do Atlético-MG, em junho. Pinotti disse que talvez houve erro de avaliação médica durante a contratação do reforço. Segundo conselheiros presentes, não ficou claro se ele se referia à avaliação do Tricolor ou do Galo. Um disse ter entendido como do Galo. Maicosuel chegou no dia 7 de junho, estreou no dia seguinte contra o Vitória e teve de sair com dores no adutor da coxa direita. Logo depois, foi diagnosticado um desequilíbrio muscular, que o afastou dos gramados por mais de um mês. Nesse período, pediu para não receber salários.
Na reunião do Conselho, também falou-se sobre a multa rescisória de Ceni, que tem R$ 5 milhões a receber do clube. O presidente Leco chamou a responsabilidade pela contratação do técnico e disse que a inclusão da multa foi um pedido de Ceni como garantia ao período de eleição presidencial, ocorrida em abril.
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