Salários de atletas afastados do São Paulo somam quase R$ 900 mil

Cícero treina separadamente com Lucão; Wesley e Denis também estão fora dos planos

Fonte Estadão
O São Paulo vai gastar cerca de R$ 900 mil em salários por mês com jogadores que estão fora dos planos. Além do meia Cícero, afastado na quarta-feira por decisão da diretoria e da comissão técnica, outros três jogadores também apenas treinam, à espera de uma negociação: o zagueiro Lucão, o goleiro Denis e o meia Wesley. Os dois últimos continuam trabalhando com o time principal, mas não serão utilizados por Dorival.

O clube tem poucas perspectivas de resolver esse dilema financeiro. Como Cícero, Lucão e Wesley já fizeram mais de seis jogos no Brasileirão, não poderiam atuar por outro time da Série A. Isso diminui a possibilidade de transferência para clubes da primeira divisão. A saída, portanto, seria negociação com o exterior ou com alguma equipe da Série B. O Internacional demonstrou interesse em Cícero no mês passado, mas o negócio não evoluiu.
Wesley e Cícero têm salários altos (cerca de R$ 350 mil). Wesley chegou ao São Paulo em 2015, em uma contratação conduzida pelo então presidente Carlos Miguel Aidar, que vivia disputa com o antigo clube do jogador, o Palmeiras. Cícero veio do Fluminense, onde tinha seus vencimentos divididos entre o clube e a patrocinadora.
A situação de Lucão é a mais delicada. Ele foi afastado após o jogo contra o Atlético-MG no dia 18 de junho. Depois de ter cometido uma falha que resultou no segundo gol do time mineiro, afirmou: “Para alegria de muitos torcedores, já, já estou indo embora”. Em seguida, Lucão recebeu sondagem do Atlético-PR, que não se concretizou. Seu empresário afirmou que havia interesse de um clube do exterior, mas até agora nada.
Cícero, que chegou ao São Paulo por indicação do ex-técnico Rogério Ceni, perdeu espaço antes da chegada de Dorival. A diretoria reclamou de falta de comprometimento e problemas de relacionamento. O jogador rebateu, afirmando que os cartolas precisavam encontrar um culpado para a crise – o time está na zona de rebaixamento.
Jogador mais antigo do elenco, Denis também tem situação indefinida. No clube desde 2009, o goleiro passou boa parte das últimas temporadas como o reserva de Rogério Ceni. Em 2016, quando teve a oportunidade de virar titular após a aposentadoria do ídolo, ele não conseguiu se firmar e virou alvo de críticas. O salário do goleiro é considerado alto para um atleta que não é utilizado com frequência – ele entrou em campo em apenas nove oportunidades nesta temporada.
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