"Trabalho do treinador não aparece" Dorival defende mais substituições

Técnico do São Paulo diz que quatro (três nos 90 minutos e mais uma na prorrogação) ainda é pouco e vê basquete como modelo para deixar atletas mais ligados na partida

Fonte SPORTV
Com a evolução da preparação física, o futebol tem sido jogado com mais intensidade, velocidade. Os atletas precisam estar mais bem preparados. E os técnicos querem ter quantidade maior de opções numa partida. Numa discussão saborosa no "Bem, Amigos!", Dorival Junior, atual técnico do São Paulo, defendeu mudança mais radical nas regras da Fifa, que hoje permite três substituições nos 90 minutos e a possibilidade de mais uma (do goleiro) na prorrogação. E citou outro esporte como modelo para o trabalho do técnico ser mais reconhecido.

- É muito bom você ser treinador de basquete. Ali aparece o seu trabalho, taticamente falando. Primeiro que você conta com o banco todo. O banco, iniciando ou não a partida, daqui a dois minutos ele pode estar em campo. Então o cara está ligado, consciente, participativo, focado no que está acontecendo. Jogador de futebol, não. Nós temos ali realmente 10, que realmente só três vão entrar. É uma das coisas que a gente não entende, que o futebol não evolui nunca (...). Ainda é pouco (sobre quatro substituições).
O narrador Luís Roberto lembrou "os velhinhos da Board", responsáveis pelas mudanças nas regras de futebol promovidas pela Fifa. Segundo ele, os integrantes defendem o atual número de substituições alegando que quanto menos jogador usar, mais difícil fica para o treinador. Dorival manteve o seu raciocínio.
- O trabalho do treinador não aparece. Taticamente você não trabalha. Essa é a grande realidade do futebol. Poderia ser muito mais dinâmico. Primeiro, um tempo escalonado como o basquete. Isso daí é evolução. (...) Você conta com 10 ali que você não pode alterar. O futebol poderia ser muito mais divertido, trabalhoso.
O comentarista de arbitragem Arnaldo Cezar Coelho entrou na discussão lembrando que já houve mudanças nas regras.
- Deixa eu defender os velhinhos, que eles falaram. Não são mais velhinhos. Houve uma renovação. Entraram jovens. A regra vem mudando e evoluindo. Basta lembrar que no tempo em que eu apitava tinha uma bola só em campo e não tinha mais nenhuma bola ao redor do campo. Tinha uma bola com um delegado lá que eu falava: "Segura, segura." O goleiro podia pegar a bola com a mão atrasada por um zagueiro, agora não pode. Ficava 13 minutos com a bola quicando, quicando, ninguém falava nada. Agora, não. Não pode pegar com a mão uma bola atrasada, não pode ficar mais de seis segundos com a bola, existem bolas ao redor do campo. Deu mais agilidade ao jogo. Então as regras estão tentando acompanhar.
O ex-árbitro ainda falou que há uma intenção da Fifa de aumentar o número de substituições numa partida.
- Agora já tem uma instrução de que poderá haver mais substituições, contanto que em cada momento em que paralisar, faça duas de cada vez, para não ficar parando toda hora. Aumenta para seis. E aí os treinadores vão querer parar o jogo. "Substitui, substituiu." Já usam a substituição para ganhar tempo...
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