Quando Petros foi contratado, o São Paulo vivia fase terrível mergulhado entre os quatro últimos colocados do Brasileirão e atravessando uma enorme crise. Desde sua primeira entrevista, o jogador impressionou pela personalidade. Mesmo derrota após derrota, o volante era um dos poucos a passar pelos jornalistas na zona mista para se manifestar.
Nos treinos, era possível observá-lo conversando com vários companheiros na tentativa de corrigir falhas e trabalhar o lado mental do grupo, fragilizado depois de seguidas eliminações (Paulistão, Copa Sul-Americana e Copa do Brasil).
– Cheguei num momento muito complicado. Mas eu sabia exatamente como estava a situação. Foi por isso que aceitei. Pouca gente teria coragem. Sou uma pessoa que gosta de desafios. Vou dar a minha vida a cada jogo para que o time saia dessa situação. Precisavam de alguém para assumir a responsabilidade pelos outros. Não preciso de protagonismo – afirmou o jogador, titular nas cinco partidas desde que Dorival Júnior foi contratado.
Um episódio que mostra a lucidez de Petros aconteceu após a partida contra o Vasco. O Tricolor tinha acabado de viajar de ônibus de Chapecó, onde perdeu para a Chapecoense, até Coritiba, local em que conseguiu um voo até São Paulo. O tempo na estrada serviu para os jogadores se aproximarem mais na tentativa de fazer a equipe reagir.
– Existem duas maneira de você encarar o que aconteceu. Ou você fica reclamando ou aproveita o tempo de viagem para conversar, para se unir. Foi o que nós fizemos. Esse grupo não peca pela falta de vontade, todos estão juntos – ressaltou.
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Numa rápida conversa com os jornalistas no CT da Barra Funda, o presidente do Tricolor, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, se diz impressionado com o desempenho de Petros. O jogador chegou ao clube para substituir Thiago Mendes, vendido para o Lille, da França. O ex-volante do Bétis, da Espanha, custou R$ 9,2 milhões.
O jogador agora ganhou a companhia de Hernanes para liderar o São Paulo. O meio-campista estreou no último sábado na histórica vitória por 4 a 3 sobre o Botafogo, no Rio de Janeiro. O resultado é encarado no clube como um recomeço da boa fase. O Tricolor deixou a zona do rebaixamento, mas ainda segue bastante ameaçado.
Sem euforia, Petros espera o incentivo de um grande público no Morumbi para enfrentar o Coritiba, quinta-feira, às 19h30. Um novo triunfo dará ao Tricolor mais tranquilidade na luta para fugir da inédita queda para a Série B.
– O torcedor é o grande responsável pelo nosso crescimento. Outras torcidas teriam abandonado o time na situação que estávamos. Eles são o nosso combustível extra. Na quinta, esperamos pelo apoio de novo. É um jogo de seis pontos, uma final. Tenho certeza de que vamos fazer uma grande partida – finalizou o meio-campista.