O ESPN.com.br listou ao menos sete missões que o treinador tem pela frente para tirar o São Paulo da antepenúltima colocação, onde está com 12 pontos.
Arrumar alguém para jogar na lateral direita
O São Paulo tem dois laterais direitos no elenco: Bruno e Buffarini. No entanto, nenhum deles tem conseguido se firmar.
Dorival Jr. escalou Bruno na derrota para a Chapecoense por 2 a 0, em Chapecó, no último domingo. Antes, tinha preferido Buffarini no empate por 2 a 2 com o Atlético-GO, no Morumbi, na última quinta-feira. Ambos não empolgaram a torcida.
Na atual temporada, o lateral argentino já fez 17 jogos, sendo três deles pelo Campeonato Brasileiro. Bruno jogou o mesmo número de partidas em 2017, mas entrou mais vezes em campo pelo Nacional: cinco.
Com Ceni no comando, o volante Araruna chegou a jogar muitas vezes na lateral direita. Quando o ex-goleiro escala o time com três zagueiros, acaba optando por Marcinho para atuar como ala direito.
Fazer o time reagir após tomar gols
Esse é um problema sintomático. No último domingo, a equipe fazia um jogo equilibrado contra Chapecoense, mas ao tomar o primeiro gol se desconcentrou e foi totalmente dominada pelo adversário. Isso ocorreu outras vezes na temporada.
o Brasileiro, o time não conseguiu virar nenhuma partida. O melhor desempenho após sofrer tentos foi diante do Santos, quando apenas diminuiu o placar. Estava perdendo por 3 a 0 e conseguiu marcar duas vezes para finalizar o marcador em 3 a 2.
Na temporada, as duas última vezes que mostrou espírito de luta para reagir não ajudou muito. Em 23 de abril, perdia para o Corinthians por 1 a 0 e lutou pelo empate, mas acabou eliminado na semifinal do Estadual. Em 19 de abril, chegou a levar o empate do Cruzeiro, mas teve forças para fazer o segundo gol e vencer por 2 a 1, no Mineirão, mas o resultado não foi suficiente para passar de fase na Copa do Brasil.
Ganhar pontos fora de casa
Em oito jogos como visitante no Brasileiro, o máximo que o São Paulo conseguiu foi um empate sem gols com o Sport. Nas outras partidas foi derrotado. É pior desempenho entre os 20 participantes.
Na temporada, o São Paulo já fez 21 jogos e conseguiu seis vitórias (três no Paulista e três na Copa do Brasil), seis empates e nove derrotas. Assim, tem um aproveitamento de 38%. Muito pouco para a história do clube.
Fazer Cueva voltar à boa forma física e técnica
Não há quem defenda mais Christian Cueva. O peruano não se encontrou no Campeonato Brasileiro e a queda de rendimento é nítida. Não deu nenhum passe para gol nem marcou tentos na atual edição do Nacional. Foi vaiado pela torcida nos últimos jogos
A última vez em que Cueva balançou as redes adversárias foi no empate por 1 a 1 com o Ituano, em 18 de março, no Morumbi, pela nona rodada do Campeonato Paulista. Desde então, não contribuiu nem sequer com assistências.
O declínio começou após sofrer uma lesão na coxa em 29 de março, quando defendia a seleção peruana contra o Uruguai na eliminatória sul-americana. Antes de parar no departamento médico, o jogador de 25 anos havia marcado sete gols e dado quatro assistências em 11 jogos na temporada 2017.
Encontrar um parceiro para Pratto
O São Paulo já tentou Luiz Araújo (foi vendido), Neílton (liberado para o Vitória), Wellington Nem, Gilberto, Chávez, Morato, Marcinho e Denílson. Todos esses já foram testados, com mais ou menos partidas, ao lado de Pratto. Nenhum deles se firmou ou empolgou a ponto de passar confiança.
Quem mais funcionou foi Gilberto, autor de 12 tentos na temporada - Pratto tem 11. Luiz Araújo marcou sete vezes, Chávez e Marcinho fizeram dois cada um e Wellington Nem somente um.
Convencer diretoria a acabar com desmanche
O São Paulo perdeu quase um time com vendas nesta temporada: saíram os zagueiros Maicon, Lyanco e Breno, os volantes João Schmidt, Thiago Mendes e Wellington e os atacantes Neílton, Luiz Araújo e Chávez. Nove baixas. Sendo que há chance de Rodrigo Caio ser negociado para o Zenit, da Rússia.
O problema é que muitas saídas ocorreram já no meio da temporada, o que claramente abalou o trabalho de Rogério Ceni. Titulares como Thiago Mendes, Maicon e Luiz Araújo foram embora e o time sentiu. Coincidentemente, foi quando o rendimento despencou.
Dorival Júnior já avisou à diretoria em sua apresentação que "a saída e a chegada de jogadores no meio da temporada gera instabilidade". Um recado de quem sabe que terá muito trabalho para tirar o time da zona de rebaixamento e que não quer mais perder jogadores.
Ganhar e ganhar dos times da parte de cima
O primeiro passo é voltar a ganhar. Foram só três vitórias no Brasileiro: Avaí (2ª rodada), Palmeiras (3ª rodada) e Vitória (5ª rodada). Com 14 jogos já disputados, a quantidade de triunfos é bem preocupante.
Depois, o time precisa conseguir ganhar dos times que estão acima da tabela. Só assim a confiança deve retornar no time e na torcida.
Nesta quarta, inicia uma sequência boa para isso. Começando pelo Vasco, atual nono colocado, e depois seguindo com Grêmio (2º), Botafogo (6º), Coritiba (12º) e Bahia (14º) até o final do primeiro turno.
Ficha técnica
SÃO PAULO X VASCO
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 19 de julho de 2017, quarta-feira
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Wagner Reway (MT-Fifa)
Assistentes: Fábio Rodrigo Rubinho e Marcelo Grando (ambos do MT)
SÃO PAULO: Renan Ribeiro; Bruno, Arboleda, Rodrigo Caio e Júnior Tavares; Jucilei e Petros; Wellington Nem (Marcinho), Cueva e Gomez; Lucas Pratto. Técnico: Dorival Júnior
VASCO: Martín Silva; Madson, Paulão, Rafael Marques e Ramon; Jean, Bruno Paulista, Yago Pikachu, Wágner e Escudero (Guilherme); Thalles. Técnico: Milton Mendes