O São Paulo tem a única torcida de clube grande que não abandona o time no Z4. Em 2013 quase caiu, mas o são-paulino compareceu em peso e salvou o time do rebaixamento levando grande média de público ao estádio. Hoje, mais de 30 mil torcedores estiveram no Morumbi para ver e apoiar o clube em péssima fase.
Apesar do Leco; da diretoria; dos conselheiros; dos intermediários. Embora façam tudo para rebaixar o clube – parece até conspiração – não deixaremos que vençam a força de 20 milhões de apaixonados. Resistência Tricolor! Seremos nós contra eles pela camisa e história do São Paulo, mais uma vez. A virada chegará, temos que acreditar.
Aqui é São Paulo, tem que respeitar! Quem entra em campo com essa camisa deve honrar! Os jogadores estão correndo e se dedicando, mas alguns estão muito mal. Precisamos de postura e sagacidade! Nos momentos difíceis, os grandes aparecem. Novamente, o protagonismo foi e será das arquibancadas do Morumbi.
Dorival iniciou sua caminhada no clube promovendo mudanças importantes. Desde 2013 o São Paulo sofria na insistência em jogar com três atacantes, expondo o frágil sistema defensivo. Dorival mudou escalando o meia Jhonatan Gómez no lado esquerdo, mas Wellington Nem, Buffarini e Cueva não reúnem condições de titularidade.
Com péssima gestão, jogadores saindo às pencas e chegando por semana não é possível memorizar a escalação do time. Dorival deverá ter o benefício da paciência para proceder os ajustes. O novo time vai engrenar por volta da 25ª rodada. Até lá, as peças não se conhecem dentro de campo e haverá oscilação. Um coordenador de futebol é urgente.
Independentemente da insignificância histórica do atual presidente, que faria enorme favor ao sair, o clube precisa muito do torcedor indignado. A quem responsabilizou Rogério Ceni e não observou péssimos desempenhos individuais com os problemas de gestão, agora é o momento de rever conceitos e entender o que fizeram ao São Paulo.
Está muito claro que o problema não é o técnico, mas a torcida também precisa exigir mais da diretoria – não comemorar Aderlan para a zaga e Denílson para o ataque. Técnico não indica jogador, ele traça o perfil necessário. A diretoria traz por indicação do empresário e diz: tem esse jogador, treinador, ou pega ou fica sem.
Torcer é um ato de fé acreditando naquilo que não se vê. Torcer é simplesmente amar. A força de uma torcida energiza o time e os jogadores, apesar dos dirigentes imbecis que comandam o São Paulo. Vamos, vamos Tricolor! Vamos não para de lutar!
Wender Peixoto
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