Jucilei pertence ao Shandong Luneng e está emprestado até o dia 31 de dezembro. No contrato, não existe valor fixado para compra dos direitos, o que significa que será preciso negociar com os chineses, com quem o atleta tem vínculo até junho de 2019. E o São Paulo sabe que não será fácil. A própria vinda por empréstimo do meio-campista se arrastou por muito tempo.
O que ajuda no processo é que o São Paulo está com os cofres cheios. Com as vendas de David Neres, Luiz Araújo, Lyanco, Maicon, Thiago Mendes e Augusto Galván, o clube recebeu R$ 150 milhões. Além disso, Rodrigo Caio ainda pode ser negociado com o Zenit por R$ 67 milhões, enquanto Cueva interessaria ao Besiktas, que estaria disposto a pagar R$ 35 milhões. Com belo reforço nas finanças, o clube tem fôlego suficiente para montar uma operação e assegurar a permanência do meio-campista.
A ideia de começar a tratar a compra do jogador bem antes do final do empréstimo é porque o São Paulo está cada vez mais encantado com a performance de Jucilei. Mesmo com o time na 19ª colocação na tabela de classificação, o camisa 25 segue mostrando bom futebol. Contra o Santos, novamente foi um dos poucos a se salvar na derrota por 3 a 2. Fora de campo, o comportamento do atleta também é bastante elogiado pelos dirigentes.
Jucilei é visto como um dos pilares da equipe que a diretoria pretende montar para 2018. No entender deles, o time conseguirá permanecer na primeira divisão e poderá até brigar por uma vaga na Libertadores do ano que vem.
Por outro lado, o volante vê com bons olhos a permanência no futebol brasileiro por causa da família. Quando atuava na China, ele ficava longe da mulher e dos filhos, que são vistos com frequência nos treinos do Tricolor. Só estavam com ele na China um amigo, um primo e um cozinheiro. Aqui, o jogador mora em um condomínio na Grande São Paulo com os familiares.