O Blog confirmou com pessoas próximas a Dorival que a tendência de acerto, neste momento, é alta. As conversas estão tão avançadas que já houve tempo para discutir uma série de detalhes do projeto, como necessidades do elenco, estrutura do clube, utilização das categorias de base… Restam definições a salário, tempo de contrato e multa.
Assim que se decidiu pela dispensa de Rogério Ceni, o Tricolor definiu que precisaria de um treinador de peso. A possibilidade de contratar um comandante estrangeiro foi logo descartada, diante do momento do clube. Desta maneira, o primeiro nome pensado foi o de Dorival, que assumiu o Santos, dois anos atrás, nas mesmas circunstâncias: o Peixe era o 17º colocado no Brasileirão após 11 rodadas.
Sua vocação para lançar garotos da base também pesa a favor. Leco e o diretor-executivo de futebol Vinícius Pinotti têm como uma das principais metas o melhor aproveitamento das promessas de Cotia. É bem verdade que, com Ceni, esse processo melhorou, com as ascensões de David Neres, Luiz Araújo, Militão, Araruna, Junior Tavares…
Rogério Ceni foi demitido depois da derrota para o Flamengo por 2 a 0, neste domingo, no Rio, que culminou com a entrada do São Paulo na zona de rebaixamento. O time só somou dois pontos nos últimos 18 disputados. Em sua passagem pelo Morumbi, Ceni somou 14 vitórias, 13 empates e dez derrotas, com aproveitamento de 49,5% dos pontos.
É aí que reside uma discussão importante com o eterno ídolo tricolor. No contrato firmado entre técnico e clube, ficou estabelecido que o São Paulo pagaria multa de R$ 5 milhões em caso de demissão se Rogério Ceni tivesse aproveitamento superior a 47%, que equivale à média de aproveitamento de Ricardo Gomes, Juan Carlos Osório e Edgardo Bauza. Ou seja, ele teria direito à grana, mas Leco quer reduzir esse valor.