As recusas obviamente não tinham a ver com o São Paulo, afinal Rogério Ceni estava empregado e a diretoria do São Paulo não dava sinais de que pretendia demiti-lo. Ao contrário: Leco sempre bancou, tanto publicamente quanto em conversas reservadas, o agora ex-técnico.
A demissão de Ceni, porém, tornou inevitável que Dorival deseje sucedê-lo. No São Paulo, seu nome é o preferido do presidente Carlos Augusto Barros e Silva e do diretor de futebol Vinicius Pinotti.
O Conselho de Administração do São Paulo vai se reunir nesta segunda-feira às 17h. Trata-se de uma reunião mensal, já agendada muito antes da demissão de Rogério Ceni. Mas é inevitável que o assunto e o nome de Dorival sejam debatidos.
Em 2015, Dorival Júnior assumiu o Santos em situação praticamente idêntica à que o São Paulo vive hoje. O Peixe estava na mesma 17ª posição que o Tricolor ocupa hoje no Campeonato Brasileiro. Dorival voltou ao Santos na 12ª rodada, quando o time acumula duas vitórias, quatro empates e seis derrotas. O aproveitamento do Santos até então era de 27,8%.
O São Paulo demitiu Rogério após a 11ª rodada – e o time soma três vitórias, dois empates e as mesmas seis derrotas do Santos. O aproveitamento do São Paulo é de 33,3%. O Santos terminou aquela edição do Campeonato Brasileiro em sétimo lugar.