Comprado pelo City, Ederson admite ser fã de Ceni, revela bronca por dispensa no Tricolor e fala de seus planos

Fonte Blog do Jorge Nicola
Revelado no Tricolor, Ederson foi comprado pelo Manchester City por 40 milhões de euros (AP)
Segundo goleiro mais caro da história do futebol. Esse é o status que o paulistano Ederson passou a carregar depois de ser comprado, nesta janela de transferências, pelo Manchester City por 40 milhões de euros – somente o italiano Buffon custou mais. Nesta entrevista exclusiva, por telefone, o ex-goleiro do Benfica contou tudo sobre sua carreira, com direito à passagem pelas categorias de base do São Paulo e sua dura dispensa. “Não gostei muito da forma como fui dispensado, por telefone”, reconhece Ederson, que tem só 23 anos e nasceu em Osasco. Ao longo do papo, de durou 45 minutos, o goleiro também revelou ser fã incondicional de Rogério Ceni, falou sobre seus planos no poderoso clube inglês, comentou da amizade com Júlio César e descreveu a sensação depois de ficar de fora da Olimpíada e da Copa América, ambas pela seleção.

BLOG: Por que você decidiu ser goleiro?
EDERSON:
A verdade é que eu não levava muito jeito para jogar na linha. Era lateral, mas não daria certo. Aí, com 10 anos, comecei a fazer uma escolinha lá perto de casa, no Rochdale (em Osasco), e decidi me mudar para o gol.
Alguém na sua família já havia sido goleiro?
Meu pai chegou a jogar futebol na várzea, mas falava que era atacante.
E como você foi parar no São Paulo?
Depois de três anos nessa escolinha, eu sentia que estava bem como goleiro e fui fazer um teste. Eram 150 garotos e só tive a chance de jogar 15 minutinhos, mas mesmo assim deu certo. O Toninho Natal, técnico que está no São Paulo até hoje, me aprovou e acabei ficando.
Foi direto para o CT de Cotia?
Não, no primeiro ano, minha categoria ainda treinava no sintético, lá no social do Morumbi. Só passei para Cotia com 14 anos de idade.
E por que saiu do São Paulo?
Nunca tive oportunidade de fazer um jogo oficial. Só amistoso. Ainda acabei sendo dispensado. Muitas pessoas ligadas ao São Paulo dizem que arrumaram clube para mim e eu não aceitei. Isso não é verdade. Me dispensaram. E não gostei muito da forma como fui aconteceu.
Como foi?
Me dispensaram por telefone. Ligaram para comunicar a dispensa e falaram para passar no Morumbi para buscar meus documentos. Fiquei muito chateado na época. Se eu não tivesse uma base boa para persistir…
Quando fala em base familiar, se refere a seus pais?
Com certeza. Minha mãe Joelma e meu pai Moraes sempre me deram todo apoio do mundo.
Alguém que jogou com você na base do São Paulo acabou virando profissional?
Alguns sim. Rodrigo Caio, Lucas, Casemiro… O Richard, goleiro que é um pouco mais velho do que eu, também acabou virando (é hoje goleiro do Paraná, depois de passar por Água Santa, Ferroviário, Paulista).
E como surgiu a chance de jogar em Portugal?
Um olheiro que trabalhava em Portugal foi ver uns treinos meus e acabou gostando. Eu estava para completar 16 anos e fui convidado para fazer uma semana de testes no Benfica. Meu pai ficou muito feliz, porque batalhou demais ao meu lado e sofreu nas horas ruins. Já minha mãe ficou preocupada, porque o filho iria sozinho para Portugal.
Você passou no teste no Benfica, né?
Acabei indo bem nos treinos e assinei um contrato de formação. Encontrei uma outra realidade em Portugal. O Benfica tem uma estrutura fenomenal. Assim que cheguei, fui para o juvenil e depois para o primeiro ano de júnior.
Conseguiu ser titular no Benfica?
Joguei bem mais lá do que no São Paulo, mas algumas circunstâncias poderiam complicar no futuro. Então, dei um passo atrás para dar dois para frente no futuro e acertei, com 17 anos, com o Ribeirão, time profissional da 3ª divisão de Portugal.
Foi titular?
Joguei 29 das 30 partidas. Aí, o Rio Ave me comprou por um valor não muito significativo. Eram três anos de contrato e no primeiro tive poucas chances. No segundo, o time foi às finais da Taça da Liga e da Taça de Portugal e disputei uma delas. Até que, no terceiro ano, joguei mais e mostrei meu futebol. Foi quando surgiu o Benfica de novo, aí numa outra realidade, para jogar no time de cima.
Você acabou fazendo com que o Júlio César, goleiro de seleção brasileira em Copa, ficasse no banco.
O Benfica estava mal no campeonato, sete pontos atrás do líder. Até que o time começou a reagir e chegou para o clássico contra o Sporting só um ponto atrás. Foi quando o Júlio se machucou e fiz minha estreia logo contra o grande rival.
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