A oferta recusada pelo São Paulo do Lille, da França, mexeu com a cabeça do volante Thiago Mendes. Pelo menos é essa a impressão da própria diretoria do Tricolor depois de sentir as reações do jogador no dia a dia de trabalho. De qualquer maneira, o técnico Rogério Ceni e o diretor-executivo de futebol Vinícius Pinotti têm trabalhado nos bastidores para destacar que ele terá papel importante no clube.
Rogério Ceni entende que um meio-campo formado por Jucilei, Thiago Mendes e Petros pode ser ao mesmo tempo extremamente forte no aspecto defensivo e qualificado no momento com a bola. O trio se juntaria a Gomez, recém-chegado do Santa Fé, ou daria suporte para três atacantes, como Cueva, Pratto e Marcinho.
Porém, para qualquer uma das formações, Thiago Mendes vai precisar se convencer de que há vantagens na ideia de permanecer no futebol brasileiro. A proposta feita pelo Lille foi de 8 milhões de euros. O Tricolor faria negócio apenas se os franceses aumentassem o valor para 10 milhões de euros.
A transação ocorreu simultaneamente à de Luiz Araújo e o atacante acabou vendido, assegurando 8 milhões de euros limpos para o time do Morumbi. O fato de ter colocado dinheiro em caixa também pesou para que o presidente Leco dissesse "não" aos franceses pelo volante.
A chance de jogar em uma das principais ligas do país e a oportunidade de quase dobrar seus salários fizeram com que Thiago Mendes gostasse da possibilidade de se transferir. A janela na Europa vai abrir em 1º de julho e só termina em 31 de agosto. Hoje, não há qualquer proposta por ele.
O volante já havia recebido uma bela valorização no começo do ano, quando o São Paulo conseguiu renovar seu contrato e lhe deu um aumento salarial. O Tricolor detém 80% dos direitos econômicos de Thiago Mendes e vê no atleta um de seus principais ativos.