A última segunda-feira foi dia de reunião do Conselho Deliberativo do São Paulo. O encontro, periódico, ganhou uma novidade: Vinícius Pinotti, diretor de futebol, foi sabatinado por conselheiros sobre o momento da equipe: desempenho, contratações e saídas de jogadores.
Os membros do órgão ficaram envaidecidos por poderem debater futebol, a ponto de aplaudirem a iniciativa no fim. Inclusive membros da oposição.
A situação delicada, 16ª posição no Campeonato Brasileiro, motivou uma série de dúvidas que foram tiradas com Pinotti, levado ao cargo pelo presidente Carlos Augusto de Barros e Silva depois da eleição do último mês de abril. Uma das questões foi sobre a queda de rendimento de Cueva, tido antes como principal jogador da equipe.
O diretor admitiu que o peruano tem jogado menos do que no início do ano, mas declarou um voto de confiança em sua recuperação. A lesão sofrida enquanto defendia a seleção peruana, no fim de março, foi apontada como responsável pela piora do camisa 10 são-paulino.
A situação de Rogério Ceni e sua comissão técnica também foi colocada em pauta. O diretor afirmou que estão todos sob permanente avaliação, mas defendeu o trabalho feito, deu todo apoio, embora os resultados ainda não sejam bons.
Pinotti aproveitou-se de várias brechas para reiterar a preocupação em ter um grupo com perfil comprometido com o sucesso do clube. Lucas Pratto, como de costume, foi citado aos conselheiros como exemplo. Ele só não é capitão da equipe quando Lugano joga. O uruguaio, de contrato renovado até o fim do ano, é outro de postura elogiada.
Sobre outras negociações, o dirigente enalteceu o negócio por Maicon, vendido por 7 milhões de euros ao Galatasaray, da Turquia, e se disse esperançoso que as chegadas do argentino Gomez e do equatoriano Arboleda reforcem a ideia compromissada do grupo, assim como a de Petros, que assinará contrato e será anunciado pelo clube nos próximos dias.