3-4-2-1: Entenda o esquema de Ceni no SP para o Brasileiro

Com mais atacantes do que no início do ano e laterais em má fase, técnico escala equipe em quase todas as rodadas com três zagueiros, e cuida para lapidar formação

Fonte Globo Esporte
Rogério Ceni, com Buffarini e Thiago Mendes, tenta moldar o São Paulo (Foto: Marcelo Prado)
Considerado desde a pré-temporada nos Estados Unidos, mas colocado de stand-by nos primeiros torneios do ano, o esquema com três zagueiros ganha força no São Paulo.

Das nove partidas do Campeonato Brasileiro, Rogério Ceni só escalou uma linha de quatro defensores (dois laterais e dois zagueiros) na vitória por 2 a 0 sobre o Avaí, na segunda rodada.
Para este domingo, contra o Fluminense, às 16h (de Brasília) no Morumbi, é provável que Ceni mantenha a tendência.
Na distribuição numérica, o técnico chama o atual sistema de jogo de 3-4-2-1. Ele alega que a principal razão da migração do 4-3-3 para essa formação, embora não seja definitiva tampouco engessada, é a maior quantidade de atacantes de lado que ele possui agora no elenco: Marcinho, Wellington Nem, Denilson e Maicosuel. Sem falar em Cueva, que, apesar de ter outras características, atua no setor.
A utilização de alguns jogadores, entretanto, aponta outras nuances de grupo que levam o treinador a investir nos três zagueiros. Uma delas é o mau momento dos laterais. Na direita, Bruno tem acumulado atuações ruins e Buffarini teve duas lesões consecutivas.
O 3-4-2-1 abre a possibilidade de que atletas de outras posições executem a função que poderia ser do lateral-direito. O atacante Marcinho e o volante Thiago Mendes são os mais usados por Ceni. No Chelsea, que utiliza esquema semelhante e foi um dos modelos dos estudos do técnico são-paulino, é o atacante Moses quem, habitualmente, joga por ali.

O chamado 3-4-2-1 de Rogério Ceni no São Paulo (Foto: GloboEsporte.com)
Rogério gosta do sistema porque o acha flexível para adaptações que se encaixem contra variados tipos de adversários, com formações e características distintas. Mas para que ele funcione bem, alguns requisitos precisam ser preenchidos.
Por exemplo, os zagueiros dos lados devem ser rápidos para encararem a marcação dos atacantes de velocidade do time adversário. Por ali, Rogério costuma usar Militão e Rodrigo Caio. Antes de Lucão ser descartado pela diretoria, era outra possibilidade. Lugano e Maicon (que está indo para o Galatasaray), mais lentos, só podem atuar centralizados.
Outro cuidado é que os atacantes que apoiam o centroavante colaborem na marcação. Pratto até pode ficar “liberado” do sistema defensivo, mas Marcinho, Cueva e os demais jogadores escalados atrás do argentino precisam combater para os meias e zagueiros não ficarem demasiadamente expostos.
Como o São Paulo está em mais uma de suas reformulações, o sistema ainda pode mudar. Com Maicosuel e Denilson, que disputaram apenas um tempo cada um até agora, a chegada do meia Gómez e do zagueiro Arboleda, o acerto com o meia Petros e a possibilidade grande de contratar o volante Matheus Jesus, Rogério Ceni terá de redescobrir a melhor maneira de escalar o Tricolor com as novas peças.
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