No 0 a 0 com o Sport, na Ilha do Retiro, o São Paulo somou seu primeiro ponto como visitante no Campeonato Brasileiro. Mas, pelo futebol apresentado nos 90 minutos, isso está longe de ser motivo de comemoração. Ofensivamente, Rogério Ceni não consegue fazer o time render. Lucas Pratto é um oásis de produtividade e inteligência no meio de muitos jogadores que não rendem.
Para a situação melhorar, só há um remédio: a volta do antigo Cueva. O peruano retorna nesta quinta-feira ao Tricolor após disputar dois amistosos na seleção do seu país e certamente será titular no domingo, contra o Galo. Só o camisa 10, se repetir seus bons momentos do começo do ano, poderá fazer a equipe voltar a crescer.
Outro fator que Ceni precisa prestar atenção é que, se ele realmente gosta de ser justo com seus jogadores, Maicon e Cícero precisam ir para o banco de reservas. O zagueiro, que falhou no segundo gol do Corinthians na derrota por 3 a 2, no último domingo, voltou a cometer erros tolos, seja em passes, seja na marcação no mano a mano.
Já o volante sobrecarrega Jucilei na marcação e não acrescenta nada ofensivamente. No jogo desta quarta, quando ele saiu para a entrada de Lucas Fernandes, o Tricolor deu algum sinal de recuperação em campo.
Primeiro tempo
O esquema com três zagueiros está consolidado no São Paulo. Ao contrário do que fez no clássico contra o Corinthians, quando pôs Éder Militão no meio-campo como volante, ele recuou o garoto para a defesa, montando a linha de três com Maicon na sobra e Lucão pela esquerda.
No meio-campo, uma linha de quatro formada por Marcinho e Junior Tavares nas alas e Jucilei e Cícero como volantes. À frente, Wellington Nem na direita, Thomaz na esquerda e Lucas Pratto como centroavante. Na teoria, um time forte na marcação e com movimentação na frente para tentar surpreender o adversário.
Segundo tempoO São Paulo voltou para o segundo tempo sem alterações. E, sem novas peças, tudo continou como estava. Defensivamente, Renan Ribeiro fez uma boa defesa em arremate de André aos oito minutos. Ofensivamente, o time continuou uma negação, já que a dupla Thomaz-Wellington Nem seguia sem produzir nada. Aos 10, o treinador resolveu mexer para tentar dar sangue novo ao setor. Sacou Thomaz e colocou Wesley, que entrou na ala direita. Com isso, Marcinho foi para sua posição de origem, atuando aberto pelo lado esquerdo do ataque. Nada mudou.
Aos 24, o técnico mexeu de novo e, desta vez, não foi apenas nas peças. Colocou Lucas Fernandes na vaga de Cícero e mudou o esquema tático da equipe para duas linhas de quatro. Depois, sacou o apagadíssimo Wellington Nem para colocar Gilberto. O campinho abaixo mostra como ficou a distribuição da equipe em campo.
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São Paulo no segundo tempo na Ilha do Retiro (Foto: GloboEsporte.com)
Mas nada deu certo. Em noite para esquecer, tudo que foi tentado não surtiu o efeito resultado. O Sport, com mais posse de bola, rondava a área tricolor, mas também não levava perigo. Já nos acréscimos, após cruzamento do incansável Lucas Pratto, Gilberto exigiu bela defesa de Magrão. Mas, pelo que apresentou nos 90 minutos, a vitória são-paulina seria injusta. E a derrota poderia ter surgido, já que Wesley cometeu pênalti em André, que não foi marcado pelo árbitro Héber Roberto Lopes, no último minuto.