Após desilusão, atacante deixou o São Paulo e foi trabalhar como pedreiro. Hoje, renasce na Série B

Fonte ESPN
FOTO: WAGNER MEIER/AGIF/GAZETA PRESS
Rafael Rogerio da Silva era um atacante promissor da base do São Paulo, mas viu sua vida mudar radicalmente antes mesmo de chegar aos profissionais.

O garoto começou em escolinhas de futebol nas cidades de Sumaré e Limeira antes de chegar ao Morumbi. "Fizemos um jogo contra o São Paulo e perdemos pro 4 a 2. Eu fiz os dois gols do meu time e me chamaram para fazer uma semana de testes", disse o jogador, conhecido como Rafael Ratão, ao ESPN.com.br.
Após ser aprovado, ele foi morar no alojamento em Cotia e jogou ao lado de Lucas Piazon, Ademílson e Rodrigo Caio. Nessa época, ele ganhou a alcunha que o acompanharia pelo resto da carreira.
"Um dia apareceu um rato no CT e como tenho medo fiquei em cima da cama. Um garoto me viu e começou a zoar. Aí começaram a me chamar de Ratão. O apelido não saiu nunca mais (risos). Tentei depois tirar em vários times, mas não deu. Até mesmo quando fui jogar no Japão tinha um outro Rafael Silva, acredita? Eu desisti e adotei o nome de Rafael Ratão mesmo (risos)", afirmou.
O atacante ficou aproximadamente dois anos no São Paulo, mas se desiludiu com o futebol.
"Eu estava jogando bem e uma categoria acima da minha. Mas não tinha empresário para dar uma força e acabou não dando certo. Eu estava desanimado e faltava muito aos treinos. Chegou uma hora e que foram falar comigo e saber o que estava acontecendo", relatou.
"Disse que não estava mais afim de jogar e fui para casa. Eu era muito novo e faltou ter cabeça nessas horas", lamentou.
Rafael Ratão saiu no final de 2011 do São Paulo e voltou para sua casa sem saber o que fazer da vida.
"Eu ia parar de jogar bola e minha mãe falou: 'Já que você parou com futebol vai procurar um serviço'. Fiz um bico de dois dias de servente de pedreiro, mas não gostei. Vi que não daria certo no trabalho. Era pesado demais e não aguentei", admitiu.
O atacante ainda ficou mais oito meses parado. A situação mudou após sua mãe conhecer uma advogada que tinha contato com empresários em Campinas.
"Cheguei a ficar dois dias no Guarani, mas não gostei muito. Nisso, eu fui para a Ponte Preta fazer testes e passei. O treinador por lá era o Zé Sergio, que me treinou no São Paulo e gostava muito de mim", relatou.
Queda e volta por cima
Em poucos meses, o garoto foi efetivado para os profissionais. Jogou Campeonato Brasileiro e participou do vice-campeonato da Ponte Preta na Copa Sul-Americana. Quando precia que a carreira ia deslanchar, foi afastado do restante do elenco no começo do anos seguinte.
"Eu era muito jovem e tudo mudou muita rápido na minha vida. Aprontei um pouco, ganhava um salário mínimo que na época era uns R$ 600. Me afastei dos amigos e da família e conheci pessoas erradas. Entrei no mundo da balada, só queria saber de festa. Isso me atrapalhou muito", admitiu.
Ratão foi emprestado para Penapolense, Boa Esporte e Guaratinguetá. Na equipe do Vale do Paraíba, que vivia séria crise financeira, ele sofreu com a falta de estrutura.
Tudo começou a mudar quando ele foi emprestado ao Albirex Niigata, do Japão. "Foi onde mudou minha cabeça e me ajudou muito. Pude refletir muito sobre a minha carreira e a minha vida", garantiu.
Ano passado, ele foi cedido ao Náutico. Após um bom começo, ele perdeu espaço após uma lesão e foi jogar no Chungju Hummel , da Coreia do Sul.
Em 2017, Ratão foi emprestado para o Atlético Tubarão-SC e conseguiu se destacar. Foi titular durate o Campeonato Catarinense e marcou sete gols.
"Fiz um bom trabalho no Tubarão. Isso me ajudou a melhorar minha imagem. Diziam que eu era bom jogador, mas indisciplinado. Tive sequência e fiz gols", vibrou.
Para a disputa da Série B do Campeonato Brasileiro, ele acertou com o Luverdense.
"Espero manter isso agora. Estou dando a volta por cima. Vivo o melhor momento da minha carreira. Encaro como se tivesse com 18 anos e subido agora. Cada dia procuro dar o meu melhor e aproveitar ao máximo. Aprendi a dar mais valor para a minha família", desabafou.
"Eu poderia ter aproveitado melhor, se tivesse a cabeça que tenho hoje estava bem na Ponte. Mas vida que segue, ainda bem que aprendi novo e posso dar sequência ao meu trabalho", finalizou.
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