De canhota, de cabeça, de pênalti, em cobranças de escanteios... O repertório ofensivo do São Paulo é animador no início de 2017. São 26 gols em nove jogos – sem contar os dois empates sem gols pelo Torneio da Flórida, ainda durante a pré-temporada –, e criados das mais diversas maneiras.
É nesse ataque que o São Paulo confia para abrir vantagem sobre o ABC-RN nesta quarta-feira, no primeiro jogo da terceira fase da Copa do Brasil, no Morumbi, às 19h30 (de Brasília). A volta está marcada para a semana que vem, no dia 15, em Natal, no mesmo horário.
Há gols que começam em roubadas de bola no meio-campo, como o primeiro de Luiz Araújo contra o Santos e o de Cueva no último domingo, na vitória por 4 a 1 sobre o Santo André. São jogadas que enchem a comissão técnica de orgulho, pois resumem alguns conceitos do time: roubada de bola e velocidade no contra-ataque.
Também há infiltrações pelo meio. Na derrota para o Audax, a única do São Paulo no ano, na estreia do Paulistão, Chavez marcou dois recebendo passes de Cueva e Rodrigo Caio. Gilberto, sobre a Ponte Preta, também fez um assim, após outra assistência do peruano.
Pela linha de fundo, o São Paulo chegou pelo menos seis vezes, com cinco passes precisos dos laterais – três de Bruno e dois de Junior Tavares –, e um de Luiz Araújo.
Curiosamente, o Tricolor fez mais gols com o pé esquerdo do que com o direito. Graças aos canhotos Cícero e Luiz Araújo, e também a destros que resolveram arriscar. Thiago Mendes e Gilberto, por exemplo, já quebraram esse tabu e fizeram de canhota.
Os primeiros 11 gols da temporada foram marcados com os pés – ou com a coxa, como no quinto contra a Ponte Preta. Coincidência ou não, a chegada de Lucas Pratto marcou o início das cabeçadas certeiras do São Paulo. Os três gols do argentino por sua nova equipe saíram dessa maneira. Rodrigo Caio, Cícero e Gilberto também anotaram no jogo aéreo.
– O trabalho está sendo bem feito, o Rogério está me dando essa moral e estou tentando retribuir com gols. E também me entregando na marcação, ajudando a todos para que possamos jogar e facilitar a defesa na hora de recompor – afirmou Gilberto, artilheiro do time.
Dos 26 gols, 24 foram marcados de dentro da área (grande ou pequena), o que mostra como o São Paulo tem cumprido as determinações de Rogério Ceni e entrado na área adversária. Gilberto, que tem se revezado com o titular Lucas Pratto, é só elogios à maneira de o time jogar.
– Joguei num time qualificado, o Internacional de 2011 e 2012, em que o Leandro Damião estava numa fase extraordinária e fazia muitos gols. Também estive bem no Vasco, mas esse é o primeiro time em que eu jogo e tudo se encaixa. Que se movimenta muito bem, está sempre trabalhando a bola, sabe se postar em campo. Não houve um igual a esse – disse o atacante.
ARTILHARIA
Gilberto: 6
Cueva: 5
Cícero: 4
Pratto: 3
Luiz Araújo: 3
Chavez: 2
Thiago Mendes: 2
Rodrigo Caio: 1
ASSISTÊNCIAS
Luiz Araújo: 5
Cueva: 3
Bruno: 3
Junior Tavares: 2
Gilberto: 2
Maicon: 1
Rodrigo Caio: 1
Thiago Mendes: 1
Wellington Nem: 1
Pratto: 1
COMO FORAM OS GOLS
Dentro da área: 24
Fora da área: 2
Pé esquerdo: 10
Pé direito: 8
Cabeça: 6
Coxa: 1
Mão: 1
Pênalti: 3