Leco garante que contratações não fazem parte de campanha eleitoral

Fonte Gazeta Esportiva
14 de Fevereiro de 2017
Leco vai brigar para continuar no cargo na eleição presidencial do São Paulo em abril (Foto: Sergio Barzagui/GAzeta Press)
O presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, mais uma vez foi questionado sobre suas últimas ações no comando do São Paulo. Nesta terça-feira, o mandatário compareceu ao CT da Barra Funda para apresentar o volante Jucilei, novo reforço do clube para a temporada. Um dia antes, a cena se repetiu em uma cerimônia com Lucas Pratto, um dos atacantes mais valorizados da América do Sul. Antes, chegaram Sidão, Cícero, Neilton e Wellington Nem, atletas concorridos no mercado, além do acordo para Rogério Ceni assumir o comando da equipe pela primeira vez, principal trunfo da atual gestão.

A reação dos torcedores, como já era de se esperar, foi a melhor possível. De candidato ao rebaixamento no Campeonato Brasileiro do ano passado, o Tricolor passou a projetar títulos e muito sucesso a partir dessa temporada. O otimismo se propagou de forma rápida e eficaz. Mas tudo isso, ao mesmo tempo, agitou os bastidores do clube, já que em abril Leco vai concorrer a eleição presidencial. Para muitos, o presidente em exercício pode estar agindo em campanha para ganhar novos eleitores.
“A contratação agora desses valores coincide com o momento político. Sorte a minha nesse momento realizar esse sonho de todos o torcedor do São Paulo de ver uma grande equipe, coisa que há um ano atrás não foi possível diante de circunstâncias de que o São Paulo não estava naquele momento em condições de poder ter uma equipe tão qualificada como sempre deseja ter. O momento não era propício, e agora estou tendo essa sorte, que coincide com o fator político e evidentemente só posso me sentir bem. Ainda bem que está sendo possível”, explicou, em tom de defesa.
Vale lembrar que em meio ao segundo semestre do ano passado, quando o São Paulo vivia uma de suas piores crises, com direito a invasão de torcedores ao CT da Barra Funda e agressão aos jogadores, Leco tomou a decisão de trazer Marco Aurélio Cunha de volta à diretoria. O ato também foi considerado uma jogada política, já que Cunha pertencia a um grupo de oposição e tinha o respaldo da maior parte dos torcedores e dos conselheiros. Na época, ambos também negaram a ligação eleitoral com a decisão.
Grêmio x Galo
O presidente do São Paulo também aproveitou esta terça-feira para esclarecer que, se precisar depositar parte do dinheiro pela compra de Lucas Pratto ao Grêmio, conforme decisão judicial publicada nesta segunda, assim o clube fará. Os gaúchos travam uma batalha jurídica com o Atlético-MG ainda por causa da negociação envolvendo o goleiro Victor.
“Eu tive hoje de manhã uma notícia muito superficial a respeito. Desconheço. Não conheço detalhes. O São Paulo não foi notificado de nada. O São Paulo agirá de acordo com aquilo que for determinado”, comunicou Leco.
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