Em um ano, clubes brasileiros gastam R$ 135 milhões em atacantes estrangeiros, e nem todos valeram a pena

Fonte ESPN
11 de Fevereiro de 2017
Borja, Pratto, Nico López, Berrío e Ábila foram alguns dos gringos que chegaram
De um ano para cá, os grandes clubes brasileiros gastaram a incrível soma de R$ 135 milhões na contratação de atacantes estrangeiros. Alguns chegaram para resolver, enquanto outros até agora não justificaram os investimentos.

A negociação mais cara foi a do uruguaio Nico López, que pertencia à Udinese e custou US$ 11 milhões (R$ 34,2 milhões na cotação atual) ao Internacional, em julho do ano passado.
O gringo, porém, foi uma decepção. Em nenhum momento lembrou o ponta-esquerda que impressionou com a camisa do Nacional-URU, sofreu com lesões e só fez três gols pelo Colorado.
Em setembro, inclusive, passou até por um tratamento dentário para tentar melhorar seu desempenho e tentar minimizar as lesões.
Já a segunda contratação mais cara foi fechada na noite da última quinta-feira: o centroavante colombiano Miguel Borja, do Atlético Nacional-COL. O Palmeiras investiu US$ 10,5 milhões (R$ 32 milhões) para trazer o destaque da última Copa Libertadores.
Outra negociação caríssima fechada nesta semana foi a do argentino Lucas Pratto, que trocou o Atlético-MG pelo São Paulo por 6,5 milhões de euros, ou R$ 21,5 milhões (e isso por apenas 50% de seus direitos federativos).
Recentemente, o Flamengo também investiu US$ 3,5 milhões (R$ 10,9 milhões) no colombiano Orlando Berrío, também do Atlético Nacional.
Logo em sua estreia (e único jogo com o manto rubro-negro até agora), ele já marcou um gol de cabeça contra o Grêmio, pela Primeira Liga.
O desempenho de Pratto, Berrío e Borja pelos novos clubes, porém, ainda é incógnita.
Sucessos e fracassos
Assim como o Inter, o Grêmio também gastou bastante para trazer um atacante estrangeiro: o equatoriano Bolaños, que veio do Emelec-EQU por US$ 5 milhões (R$ 15,55 milhões).
Até o momento, sua passagem por Porto Alegre é irregular, até porque ele ficou muito tempo lesionado após fraturar a mandíbula em uma cotovelada do lateral William, do Internacional. Quando entrou em campo, teve bons e maus momentos, sendo os melhores na campanha do título da Copa do Brasil.
Um que teve estrondoso sucesso foi o centroavante argentino Ramón Ábila, tirado do Huracán-ARG pelo Cruzeiro por 3,5 milhões de euros (R$ 11,6 milhões).
Atualmente, ele é titular incontestável da linha de frente celeste, e acumula 16 gols marcados em 32 partidas pela equipe, média exata de 0,5 gol/jogo.
Outro investimento que valeu a pena foi o do Santos no colombiano Copete, mais um que veio do forte Atlético Nacional. Ele custou US$ 1,5 milhão (R$ 4,7 milhões, na cotação atual).
O esguio atacante rapidamente se entrosou na equipe comandada por Dorival Júnior e de cara anotou 12 gols logo em seus primeiros meses de Vila Belmiro.
Entre os nomes que não deram tanto retorno, aparece principalmente o do colombiano Reinaldo Lenis, contratação mais cara da história do Sport, por R$ 3,1 milhões, mas que jamais justificou o investimento.
Além disso, vale citar o argentino Chávez, que custou US$ 600 mil, ou R$ 1,86 milhão, para ser emprestado pelo Boca Juniors ao São Paulo. Irregular, vive relação de amor e ódio com os torcedores, tanto é que a equipe do Morumbi foi atrás de Lucas Pratto no Atlético-MG.
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