Pratto tem mesma média de gols e finalizações que Chávez

Fonte UOL
11 de Fevereiro de 2017
Os argentino Lucas Pratto e Andrés Chávez
Lucas Pratto despediu-se do Atlético-MG na quinta-feira e foi anunciado como novo reforço do São Paulo na sexta. A contratação foi bastante festejada por são-paulinos, que enxergam no atacante a solução para o ataque. Mas os números do jogador em 2016 são muito próximos aos de Chávez no clube do Morumbi e com quem disputará posição.
De acordo com levantamento na Footstats e nos sites "Soccerway" e "O Gol", Pratto disputou 47 partidas pelo Atlético-MG durante toda a temporada de 2016. Foram 3.693 minutos em campo, sendo que foi titular em 38 partidas e reserva utilizado em nove.

Pratto, que custou 6,5 milhões de euros (R$ 21,5 milhões por 50% dos direitos econômicos), marcou 19 gols, média de 0,40 gol por jogo. No total, foram cem finalizações em 47 partidas, com 47 certas e 53 erradas, ou, 0,47 em média de acerto e 0,53 em média de erro.
Argentino como Pratto, Chávez defendeu o Boca Juniors no primeiro semestre, onde atuava mais pelos lados do campo. Chegou ao clube tricolor já no segundo semestre e passou a atuar como centroavante, como o novo concorrente no setor ofensivo.
Portanto, analisando apenas os números de Chávez no São Paulo, ele tem uma pequena vantagem contra Pratto. Foram 23 jogos e 10 gols, média de 0,43 tento por partida. Ele atuou bem menos: 1.886 minutos, sendo titular em 21 e reserva utilizado em dois.
Em 23 jogos pelo São Paulo, Chávez finalizou 71 vezes, sendo 34 certas e 37 erradas, ou, médias de 0,48 finalizações certas por jogo e 0,52 erradas.
Mas vale citar que, comparando todos os jogos de Chávez em 2016, a vantagem passa a ser de Pratto. Isso porque o ex-Boca disputou 45 jogos com 14 gols (média de 0,31 tento).
No ano passado, Pratto não enfrentou uma temporada tão tranquila. Sofreu uma lesão na panturrilha direita justamente contra o São Paulo na Copa Libertadores. Desfalcou o time em partidas importantes e ainda ganhou a concorrência de Fred.
Ao se despedir do Atlético-MG na última quinta-feira, o argentino relembrou isso. "O Atlético não vai sentir a minha falta como talvez sentiria há dois anos quando aceitei não ser negociado. Nesse momento vi todas as possibilidade de deixar o clube, que conta com dois atacantes muito bons [Fred e o recém chegado Rafael Moura]".
Chávez por sua vez chegou ao São Paulo para atuar em uma posição diferente da que vinha jogando na Argentina. Substituiu um ídolo, o compatriota Calleri, e um brasileiro que teve altos e baixos, Alan Kardec. O desempenho do ex-Boca Juniors, no entanto, foi até que bom, mas ficou na memória da torcida uma sequência de dez jogos sem marcar.
Até por isso Chávez nunca passou ao torcedor a segurança exigida nas arquibancadas. E, além disso, ele só tem contrato até 30 de junho, com boa possibilidade de sair. Isso porque a única possibilidade seria a compra - os valores não foram divulgados.

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