Talvez a grande expectativa da rodada de abertura do Paulista tenha sido para a estreia do São Paulo, agora treinado por Rogério Ceni. O jogo, apenas pela presença do treinador, já seria interessante. O adversário, o Audax, atual vice campeão, só fez aumentar a atenção para a partida.
Jogar contra o time treinado por Fernando Diniz tem sido muito duro para os grandes. O próprio São Paulo foi eliminado pelo Audax na temporada passada. O Corinthians foi pelo mesmo caminho e o Santos chegou ao título após derramar inúmeras gotas de suor.
O mesmo Audax, time com padrão e jeito de jogar, envolve os adversários com muito bom toque de bola e muita troca de posicionamento. O São Paulo não tinha o que fazer. A tabela marcava o jogo na primeira rodada e Rogério sabia o tamanho da pedreira.
O relógio apontava oito minutos da primeira etapa e os donos da casa já venciam por 2 a 0. A defesa batia cabeça e o meio pouco desarmava. Muito pouco. As constantes trocas de posições faziam a marcação do São Paulo se perder e os bons passes e giros rápidos abriam espaços.
O São Paulo chegou a se encontrar na partida e empatou com dois gols de Chávez. Cueva se tornava destaque pelos bons passes e boa condução de bola. Luiz Araújo, aberto pela esquerda, também assustava a defesa do time de Osasco. Aos 27, Wellington Nem saiu para a entrada de Cícero. Nem, que pouco jogou nas três últimas temporadas, poderia ser um jogador de velocidade pelo lado direito e Cícero tem outra característica. Rogério fez Luiz Araújo mudar e lado e Buffarini manteve a amplitude pela esquerda.
O placar mostrava a igualdade no fim do primeiro tempo.
A volta do intervalo foi boa para o São Paulo. Foram quatro finalizações nos primeiros 5 minutos de jogo. Tudo parecia estar melhor para o time de Rogério, mas a defesa vacilou de novo e Felipe Rodrigues, de cabeça, fez o terceiro do Audax.
O gol descontrolou o São Paulo, que parou de finalizar. Foram 28 minutos sem dar um único chute a gol e vendo o Audax finalizar quatro vezes. O quarto gol, marcado por Pedro Carmona em cobrança de pênalti, aos 28 minutos, obrigou o São Paulo a sair ainda mais para o ataque. Foram 8 finalizações nos últimos quinze minutos de jogo, mas o Audax segurou bem o placar.
O São Paulo pouco mostrou. Foi lento na recomposição e muito pouco combativo sem a bola. Faltaram mais jogadas pelos lados do campo e sobraram os cruzamentos para a área. O caminho é longo e, na minha opinião, o elenco ainda mostra carências.
O torcedor que deve ter se emocionado quando viu Rogério comandando o time do banco de reservas já percebeu que o trabalho ainda está apenas começando. Falta muito para o time chegar no ponto que Rogério quer. Adianta pressão logo no primeiro jogo oficial? Claro que não. Resta saber quanto tempo Rogério e sua comissão vão precisar para acertarem a equipe.