O bilionário Suleyman Kerimov (o mesmo que contratou Samuel Eto'o e Roberto Carlos para o time russo) vendeu a equipe e a nova administração resolveu cortar custos. "Quando cheguei das férias, fui avisado que os novos donos estavam liberando todos os estrangeiros para procurar novos clubes, seja por empréstimo ou por rescisão de contrato", contou o jogador ao UOL Esporte.
A decisão afetou muita gente. O inglês Obertan veio da Inglaterra em agosto de 2016, jogou seis meses, fez nove partidas e já voltou para a Inglaterra, contratado pelo Wigan. O mesmo aconteceu com o zagueiro ganense Jonathan Mensah, que trocou o Evian pela Rússia e, dez meses depois, vai jogar nos EUA, no Columbus Crew.
Xandão tinha apenas seis meses de clube e só sete jogos pelo Anzhi. Mas ainda segue ligado ao clube. "Eu ainda tenho dois anos e meio de contrato e não considerei aceitável concordar com uma rescisão sem ser indenizado por isso", explicou.
Essa decisão afetou o brasileiro. De 10 a 31 de janeiro, quando a janela de transferências do futebol europeu estava aberta, ele foi separado do grupo que fazia a pré-temporada. "Assim que a janela fechou, fui reintegrado e estou treinando com os outros jogadores. Acho que não sofrerei nenhuma represália (por seguir no time mesmo após a pressão por uma saída), mas sigo buscando uma alternativa boa para mim e que entre nessa nova política do clube".
Seus empresários buscam, desde o início do ano, uma saída para o zagueiro. Seu nome chegou a ser especulado no Grêmio, que não se interessou. Xandão, porém, recebeu sondagens, além do futebol brasileiro, de clubes da Ásia e dos EUA. "Até o final de fevereiro, acho que esse assunto terá uma definição".