
A esperança Ceni
Treinador estreia no Paulistão com dificuldades e a missão de tirar o clube da fila: não vence desde 2005
Visão do Tricolor
Toda a expectativa do São Paulo gira em torno da figura de Rogério Ceni, agora fora das quatro linhas. No Estadual, o ídolo terá a primeira chance de levantar um caneco importante como técnico. Mas não será fácil.
O início de trajetória como comandante se dá com limitações consideráveis. O Tricolor inicia o Estadual tendo investido em contratações apenas R$ 300 mil, dinheiro da compra do goleiro Sidão. O time ainda perdeu a promessa David Neres, vendido ao Ajax (HOL), e embora reforços estejam para chegar, como o volante Jucilei, Rogério sabe que trabalhará com um elenco fora do que considera ideal.
No entanto, além da empolgação pelo início de um trabalho diferente, outros fatores podem animar os são-paulinos. Sólida, a defesa foi mantida, com Rodrigo Caio em grande fase, e destaques como o peruano Cueva e o reforço Wellington Nem dão esperança. Além disso, os principais concorrentes - Palmeiras e Santos - estarão envolvidos com a Libertadores.
O primeiro título de Ceni como titular do São Paulo foi o Paulista de 1998. Agora, quase 20 anos depois, ele é o trunfo para tirar o clube da fila, já que não ganha desde 2005.
Por Márcio Porto, repórter do LANCE!




Contratado em junho do ano passado, Cueva rapidamente tornou-se uma das referências técnicas da equipe, ao lado do zagueiro Rodrigo Caio. A personalidade é sua principal virtude, evidenciada no primeiro clássico pelo clube: contra o Corinthians, em Itaquera, sofreu pênalti, pediu para bater e converteu a cobrança. Foi o melhor jogador do Tricolor no segundo turno do Campeonato Brasileiro e voltou a brilhar diante do Corinthians, com pênalti de cavadinha e três assistências. Foi sondado por clubes europeus e recebeu a camisa 10 para esta temporada. Pode atuar na linha de meias ou aberto pela esquerda.




