Marco Aurélio Cunha chegou a ter seu nome gritado pelos torcedores no Morumbi, neste domingo (Foto: Marcelo Ferrelli/Gazeta Press)
O retorno de Marco Aurélio Cunha mexeu com o São Paulo. A empolgação de torcedores e dirigentes era facilmente percebida desde a sexta-feira, data da consumação de sua contratação. É difícil cravar alguma influência do agora executivo de futebol do clube na vitória da equipe sobre o Figueirense na manhã deste domingo, no Morumbi, mas, Ricardo Gomes se mostrou empolgado com a chegada de um velho amigo no lugar do tão criticado Gustavo Vieira de Oliveira.
“O Marco tem a vida no São Paulo. Eu conheci ele como médico de campo. O primeiro emprego dele foi aqui. Enalteço o trabalho do Gustavo, mas ter a experiência do Marco foi uma boa escolha. Ele tem a cara do São Paulo”, ressaltou o treinador, que já tem um problema para resolver junto a Marco Aurélio, e ele se chama Michel Bastos.
“Ele é um bom jogador, mas ele não está vivendo uma boa fase mental em relação a todo o processo do ano. Estou tentando recuperar conversando bastante, mas ele está ainda com dúvidas. Consequentemente, a chegada do Marco vai nos ajudar para resolver essa situação. Ainda não conto com ele. Vai ter essa reunião amanhã (segunda) e vamos decidir. Tem qualidade, mas está em um nível de performance que não é boa para o São Paulo e para ele”, disse o treinador, com muita sinceridade, mas evitando criticar o atleta de forma ofensiva.
Por outro lado, quem ganha cada vez mais moral com o técnico do São Paulo é Wesley. Neste domingo, a torcida chegou a vaiar quando o nome do meia foi anunciado pelo alto-falante do estádio, que passava a escalação para o jogo. Mas, no fim, os mesmos torcedores se renderam a boa atuação do jogador, um dos três agredidos na invasão ao CT da Barra Funda, há duas semanas.
“Personalidade. Isso é importante no futebol. Parte técnica, tática e disposição. Ele passou por situações difíceis, mas a escolha dele foi pelos treinos, pela dedicação. Eu conheci a melhor fase dele no Santos e acho que ele vai nos ajudar bastante”, ressaltou Ricardo Gomes, que preferiu apostar em Wesley a manter Luiz Araújo ou João Schimidt no time.
Gomes aprova troca de dirigentes e está pessimista sobre Michel Bastos
Fonte Gazeta Esportiva
11 de Setembro de 2016
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