Análise: Nervosismo e abalo psicológico, fazem São Paulo, ficar no empate contra o Coritiba

Time domina Coritiba, cria chances, mas erra nas conclusões; em semana sem jogos, Ricardo Gomes terá que blindar atletas das consequências da violência da torcida

Fonte globoesporte.com
29 de Agosto de 2016
São Paulo sentiu pressão no segundo tempo, quando demonstrou nervosismo (Foto: Marcos Ribolli)
Apenas os jogadores e membros da comissão técnica do São Paulo podem dizer quais os efeitos da invasão ao CT do clube violentamente promovida por torcedores no último sábado. Após o empate sem gols com o Coritiba, no domingo, no Morumbi, é possível afirmar, porém, que o lamentável episódio não funcionou como esperavam os vândalos que agrediram atletas.
A recuperação tricolor esbarrou na má pontaria de seu ataque e nas mãos de Wilson, o goleiro do Coxa que evitou gols de Chavez e Thiago Mendes. Erros na defesa também deram aos visitantes chances de marcar – na melhor delas, no segundo tempo, Denis salvou com os pés.
Michel Bastos, um dos jogadores que foram agredidos no CT – Carlinhos e Wesley não saíram do banco –, teve atuação discreta e deixou o campo sob vaias.
O São Paulo dominou o primeiro tempo. Foram 45 minutos em que o Coritiba, frágil, não causou incômodo ao time da casa. Chavez teve duas ótimas oportunidades, desperdiçou ambas.
O time de Ricardo Gomes sentiu a pressão no segundo tempo, como o próprio treinador admitiu após a partida. Sem conseguir furar a retranca do Coxa, o São Paulo começou a demonstrar nervosismo. Os erros de passe aumentaram e, em alguns momentos, deixaram exposta a retaguarda tricolor.
Chavez, apesar dos vacilos no primeiro tempo, não se escondeu. O argentino se movimentou bastante, apresentou-se como opção de passe em diversos momentos e quase fez o gol da vitória numa cabeçada bem defendida por Wilson.
O empate não aliviou a situação do São Paulo na tabela. O time continua na 11ª posição, agora com 28 pontos, e bem mais perto da zona de rebaixamento (quatro pontos) do que do G-4 (nove pontos).
Mas a missão de Ricardo Gomes ficou bem mais difícil desde sábado.
Se antes seu trabalho era o de acertar a equipe dentro de campo, agora terá também que blindar seus atletas fora dele. A semana, sem jogos, será fértil em notícias sobre investigações policiais, ameaças e rachas políticos. Nada que vá ajudar a equipe a se recuperar.
E pra aumentar a pressão, o próximo jogo do São Paulo será contra o líder Palmeiras, dia 7 de setembro, fora de casa. Até lá, muita coisa tem de mudar.
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